Tenho andado desaparecida, mas prometo voltar para breve...
Estou em véspera de voar para londres e a meio da semana da queima do Porto. Mas para a semana voltarei aqui para contar todas as novidades e deixar umas fotozinhas ;)
Um beijinho para os meus leitores desta "blogueira" que tem andado muito desaparecida *
terça-feira, 5 de Maio de 2009
Para breve
terça-feira, 27 de Janeiro de 2009
Castelos de areia
Hoje não queria escrever rebuscado, não queria escrever "bonito", não queria divagar em metáforas, eufemismos, ou quaisquer outras figuras de estilo.
Hoje queria ser simples, clara, concisa, objectiva, ir ao ponto da questão. Mas a minha mente perde-se em rebuscamentos e floreados para fugir ao medo que se esconde na nostalgia que hoje se me insinuou no espírito.
Tenho medo de fazer com os que amo o mesmo que faço com os meus pensamentos, persegui-los demais e vê-los tornarem-se numa névoa do passado. Tenho medo de os segurar com demasiada força e senti-los esvaírem-se da minha vida qual punhado de areia que se escorre pelos dedos quando apertamos a mão.

Finalmente! E finalmente por dois aspectos. Primeiro porque finalmente coloco aqui algo novo! :p E segundo porque é a terceira vez que tento postar este texto e não estava a conseguir! :)
Bem, espero não me voltar a ausentar tanto tempo, mas visto ainda estar em época de exames, não posso prometer nada!
domingo, 14 de Dezembro de 2008
Dúvida existêncial #3
Até agora, em todos os cinemas onde fui, ao reparar nas filas, apercebi-me que não existe a fila "I"...
O "I" é completamente descriminado e eu não consigo perceber porque razão da fila "H" passa para a fila "J"... e até acho que é antipedagógico... lol
Será que há por aí alguém que me saiba explicar a razão de não existir fila "I" nos cinemas?
"O meu blog dava um programa de rádio" #2
E com a sondagem já encerrada venceu o Não com maioria absoluta! :P
Ainda bem que os meus leitores concordam comigo... Tenho de confessar que gosto disto por aqui calminho ;)
Eu disse-te maninha! :p
quarta-feira, 10 de Dezembro de 2008
Bloqueio mental...
Precisa-se com urgência de uma qualquer ideia para expressão corporal!
A entrar em parafuso à conta disto...
Insónias;
Contraturas musculares no pescoço;
Enxaquecas;
Náuseas;
E podia continuar com a lista...
Desculpem a ausência... Mas ando pior que ocupada, ando com um bloqueio do pior!
:s Help me!!!
sábado, 29 de Novembro de 2008
"O meu blog dava um programa de rádio?"
Há dias numa conversa com a minha irmã, após ouvirmos o programa "O meu blog dava um programa de rádio" da comercial, ela comentou que achava que podia inscrever o meu blog...
Mas vá que a opinião de familiares é um bocado parcial... lol
Por isso deixo aí de ladinho a oportunidade de me darem a vossa opinião!
Acham que o meu blog dava um programa de rádio?
terça-feira, 11 de Novembro de 2008
To the moon and back...
Ando um bocado afogada em trabalhos...
Ando um bocado desorganizada no meu tempo...
Ando um bocado perdida nas minhas tarefas...
E tudo isto porque tenho o meu mundo do avesso...
Porque a minha maré de azar se converteu numa felicidade constante que me colocou um sorriso nos lábios e um só pensamento na minha mente...
E esse pensamento és tu, João!
E porquê?
Porque me fazes sentir segura
Porque sei que posso contar contigo
Porque ao teu lado sinto-me capaz de tudo
Porque me dás confiança
Porque me fazes sentir linda
Porque me fazes rir
Porque me fazes acordar a sorrir
Porque gostas de teatro
Porque és lamechas como eu
Porque cantas para mim
Porque os teus lindos olhos castanhos brilham quando me olhas
Porque adoro as histórias que me contas
Porque aprendo coisas novas contigo
Porque me beijas do jeitinho que eu gosto
Porque o teu abraço é o lugar mais confortável do mundo
Porque gostas de mim
Porque te ris das minhas parvoíces
Porque queres conhecer a Irlanda comigo
Porque adoro passear contigo
Porque estou apaixonada por ti
Porque és o meu melhor amigo
Porque sei que em ti posso confiar
Porque contigo até em inglês converso
Porque não resistimos um ao outro
Porque deixamos toda a gente constrangida
Porque sentes a minha falta
Porque me custa ter-te longe de mim
Porque quando te vejo aproximar fico com borboletas no estômago
Porque quando sorris para mim me deixas rendida
Porque há dois sofás que nunca mais serão os mesmos
Porque sei que nunca me vais esquecer
Porque quero mais que tudo ter-te ao meu lado
Porque é mais que sincero o sorriso que me provocas quando dizes que me adoras
Porque gostas de me provocar
Porque eu gosto de te tirar do sério
Porque falamos a toda a hora e não nos cansamos um do outro
Porque não me importo que me chamem pirosa ou lamechas
Porque não me importo que o mundo inteiro saiba
Porque sou tua e isso faz-me incrivelmente feliz
Porque podia enumerar mais uma porção de coisas que fazem com que não me saias do pensamento... Mas acho que há uma que resume todas elas... Amo-te!
quinta-feira, 6 de Novembro de 2008
terça-feira, 28 de Outubro de 2008
Palavras aleatórias
...Colorido...abraço....carinho...FALTA...mãos...sonhos
cabelo..mimo...TU...perto..sentimentos...INSPIRAÇÃO
...confusão...IDEAIS....surgir...escolher...grande..amizade
coração...mente...ALMA...sexo...longe..passear...partilhar
...amor..CONHECER...abrir.......DAR....paixão....comunhão
corpo..poesia....IMPORTÂNCIA..acolher...segurança..TUA..João
..APRENDER....meu......abrigo....APOIAR....compreensão
domingo, 26 de Outubro de 2008
Everytime we touch
Na onda do post anterior deixo aqui uma das musicas mais lamechas que ouço...
Oh pah, às vezes dá-me para isto... lol x)
I still hear your voice, when you sleep next to me.
I still feel your touch in my dream.
Forgive me my weakness, but I don't know why.
Without you it's hard to survive.
Cause everytime we touch, I get this feeling.
And everytime we kiss I swear I can fly.
Can't you feel my heart beat fast, I want this
to last.
Need you by my side.
Cause everytime we touch, I feel this static.
And everytime we kiss, I reach for the sky.
Can't you feel hear my heart beat slow
I can't let you go.
Want you in my life.
Your arms are my castle, you heart is my sky.
They wipe away tears that I cry.
The good and the bad times, we've been trough them all.
You make me rise when I fall.
Cause everytime we touch, I get this feeling.
And everytime we kiss I swear I can fly.
Can't you feel my heart beat fast, I want this to last.
Need you by my side.
Cause everytime we touch, I feel this static.
And everytime we kiss, I reach for the sky.
Can't you feel my heart beat slow
I can't let you go.
Want you in my life.
Cause everytime we touch, I get this feeling.
And everytime we kiss I swear I can fly.
Can't you feel my heart beat fast, I want this to last.
Need you by my side.
cascada - Everytime we touch
sábado, 25 de Outubro de 2008
Só...
Meus olhos sonolentos travam uma guerra com as minhas pálpebras que não se querem fechar e se os meus olhos vencerem a batalha todo o meu ser mergulhará num mar de sonhos.
"Fecha-te à realidade, abre os braços e recebe-me"
A tua voz hipnotiza-me e arrasa as forças que ainda me restavam... e então meus olhos sucumbem ao cansaço e a minha mente afoga-se em ti.
Sonho... Vagueio na minha mente... Surges... E então...
Falta-me o ar, sinto-me afundar, sinto o meu corpo perder-se no mar de dúvidas até que os teus braços me envolvem num calor imenso e profundo que me embala. Com um beijo, um simples beijo, todo o meu mecanismo de respiração entra em funcionamento e inpiro fundo... tão fundo... como se toda a minha alma fosse inspirada pelas minhas narinas de volta para o meu interior... Recuperei a minha alma com um beijo teu, como se fosses a roldana que faltava na engrenagem do meu mundo...
Volta após volta,
inspiração após expiração,
batimentos cardíacos acelerados,
tu, tu tão próximo de mim,
tu que ainda não me conheces,
tu que quero tanto conhecer...
E tenho tão pouco a pedir-te... só um beijo! Só anular espaço entre nós... só sentir-me completar-te!
Um beijo, nada mais que isso, e eu perder-me-ia para sempre...
terça-feira, 21 de Outubro de 2008
Small emotional ramble
I’m getting trouble to sleep;
I dream with chocolate;
I think about the same thing most of the time.
Something is not right...
So I get thinking… and the conclusion was simple:
I’m getting crazy, or you put a spell on me!
segunda-feira, 20 de Outubro de 2008
Um mar, uma vida...
Fazes com que a minha mente clame por novas recordações que enchem o meu peito de saudade.
Sentimento tão português, tão nosso, tão meu fado! Oh saudade como te amo, como me fazes sentir viva e que vivi com intensidade… Quem seria eu longe de ti minha saudade?
Os dias passam como caravelas… Solto as velas e deixo-me levar pelo vento, esse ser com múltipla personalidade, que me embala nas ondas da acalmia ou me sacode na fria tempestade.
Sigo absorvendo o conhecimento dos novos mundos com que me vou cruzando, remendando o meu casco em portos seguros e nunca temendo um novo temporal.
A minha vida é como as marés, ora cheia, ora vaza, mas sempre mutável e inconstante, indomável mas apaixonante!
Entram na minha vida mil e uma criatura, que me marcam, que me ensinam, mesmo que a aprendizagem seja dura.
Mas tu sugas-me a imaginação, fazes com que a minha caravela fique presa no teu mar e lanças ambiguidade na minha vontade de navegar. E os meus dias seguem o pêndulo do relógio da minha razão, que vai oscilando entre mim e o meu coração… Eu sou como as velas que anseiam que o vento as leve pelo mar, o meu coração é como um barco que anseia encontrar um lar.
Tu sugas-me a imaginação porque a minha alma vai presa a ti, e as minhas velas ficam frouxas quando me encontro a recordar o que contigo vivi. O barco do meu mundo quer que sejas o meu cais… mas e se o porto não é seguro? Eu não quero naufragar, não, nunca mais.
Desejando que navegues comigo, luto para reaver a inspiração que sugaste de mim! O mar pode ser inconstante… mas podiamos ser felizes assim…
Um "quê" de revista cor-de-rosa
quinta-feira, 16 de Outubro de 2008
Viajante do meu mundo
Tracei-lhe um rumo num pedaço de papel
Com histórias de encantar de um velho peregrino
Que me ensinou a pintar sem ter pincel
Surgiram na alvorada desse dia
Enquanto o viajante me embalava
Sonhos de maresia
Pedaços de ilha abandonada
Canções inspiradas na madrugada de um sorriso
Cartas de amor ancoradas em desejos escondidos
Sonhos murmurados numa noite sem juizo
A uma alma encantada por sentimentos perdidos
Fiquei ligada a palavras desconhecidas
Presa por promessas nunca antes cumpridas
Apaixonada por um sonho sem sono
Amada por um viajante sem dono
Encontrei um viajante vagabundo
Que me fez amar sem conhecer
Abriu-me a mente para o mundo
E teve-me sem nunca me ter

E depois de tanta dúvida e decisões para tomar parece que a minha inspiração voltou... Espero que gostem! ^^)
Another time... the same history...
quinta-feira, 9 de Outubro de 2008
October
Chego a esta época do ano...
O outono...
O meu aniversário...
O cair das folhas...
Os novos começos...
E as reflexões sobre o ano que passou!
Para este ano tenho uma simples frase...
domingo, 5 de Outubro de 2008
Dia de cão... e gato! ^^
Este é o meu Jack, um cachorrinho rafeiro que veio cá parar bem pequenininho. Foi oferecido por uma amiga da minha mãe e é o cão mais fofo e irrequieto que alguma vez conheci! :)
Tem 4 aninhos e espero que ainda junte muitos na companhia da minha família ^^
O Sombra veio pra nossa casa no dia 30 de Novembro de 2007, encontramo-lo na estrada quando vinhamos da estação após o jantar de comemoração do aniversário da minha maninha. Ele estava no lado da estrada oposto ao nosso, mas quando o chamamos ele veio imediatamente a correr na nossa direcção mostrando logo à partida que era muito meigo. Como não tinha coleira e andavamos à uns meses a pensar adoptar um gato decidimos trazê-lo para casa. A início demos a desculpa de que tinha sido um presente de aniversário para que a minha mãe nos deixasse ficar com ele, mas depressa toda a família se apaixonou por ele e acabamos por contar a verdade...
Tanto um como outro os meus bixinhos são a minha perdição, a luz dos meus olhos, e a minha vida já não seria a mesma sem os miminhos deles :)
quinta-feira, 2 de Outubro de 2008
Amigos, memórias e felicidades...
Hoje recordei tantos momentos de infância, tantas das minhas traquinices, tantas das minhas maluqueiras que provocaram certamente muitos cabelos brancos à minha mãe e à minha avó. Foi como assistir a um rolar de frames, a uma exibição fotográfica, mas sem fotos, somente com as imagens da minha mente...
A bicicleta sem travões do meu primo e os arranhões que resultavam de andar com ele na dita cuja.
O nosso carrinho de rolamentos que tantas dores de cabeça deu ao meu pai.
As tardes de inverno na cozinha da avó e quentinhos à lareira a assistir ao McGyver.
E tantas, mas tantas outras pequenas coisas que me deixaram tontinha a sorrir.
Tenho saudades do meu primo, do meu companheiro de infância, do menino meigo e traquina que cresceu comigo, do seu enorme nariz à preto que eu adorava.
Se existem pessoas que pela sua simples existência conseguem mergulhar o meu rosto num mar de sorrisos o meu primo é uma delas por todas as boas recordações que me proporcionou!
Adoro quando sorrio à simples lembrança de um amigo, é tão bom quando nos apercebemos que deixaram tão boas marcas em nós...
E não é o verão a estação mais "quente", para mim é mesmo o outono, aquela que com as suas cores me aquece e enternece o coração...
Obrigada João por me fazeres recordar estas coisas... Não foi a brincar que disse que era por estas (e por outras) coisas que gosto muito de falar contigo! ^^
quarta-feira, 1 de Outubro de 2008
Dúvida existencial #2
segunda-feira, 29 de Setembro de 2008
Once upon a time....
Once upon a time there was a little girl...
… que teve uma infância muito feliz, com carinho, brincadeiras e muitas traquinices à mistura… Mas essa menina cresceu!
Cresceu e abriu os olhos para o mundo…
Quis tirar um curso superior e amando teatro teve de desistir do seu sonho porque a mãe não aprovava. Tentou então dentro dos seus interesses escolher uma profissão que a mãe aprovasse, para que um dia mais tarde alcançasse a sua independência e conseguisse seguir o seu sonho!
Escolheu ser enfermeira e dedicou-se a aprender, a conhecer novos amigos e a crescer, até que um dia o seu mundo ruiu…
Encontrou-se perdida num mundo onde os amigos estavam sempre distantes, onde ninguém tinha tempo para um abraço, onde lhe pediam ajuda que ela não podia dar. Encontrou-se perante uma profissão que não a realizava, perdeu o rapaz que mais amou e deparou-se com um caos de emoções e sentimentos que entravam em derrocada cada vez que insistia naquele caminho!
E então essa menina-mulher decidiu começar de novo, abandonar o curso, abandonar sentimentos que já não lhe faziam bem e reiniciar um novo ciclo na sua vida!
Ganhou coragem e enfrentou os pais, contou-lhes da sua decisão pedindo desculpa pelos 4 anos que (por menores que tenham sido os gastos) andaram a investir na carreira dela…
Durante aqueles 4 aos tinha-se tornado uma “gestora” formidável, com os 400euros que recebia de bolsa conseguia pagar a renda (visto estar deslocada em tempo de aulas), transportes, propinas, internet, electricidade, água e ainda a alimentação, tudo para que não tivesse de pedir dinheiro aos pais que tanto esforço faziam para manter os seus irmãos.
Por sempre ter dado valor aos pais foi sempre tentando dar o menor prejuízo possível no baixo orçamento familiar, conseguindo com o magro dinheiro que lhe sobrava poupar o suficiente para conseguir comparar a sua própria roupa e calçado (que acabava partilhando com a irmã que entretanto também deixara de pedir dinheiro aos pais).
Os pais receberam a notícia da desistência um bocado em choque mas acabaram por “aceitar”.
Visto que o seu desejo sempre esteve intimamente ligado com as artes vasculhou, procurou até que encontro o curso ideal para si, que se enquadrava nos seus gostos e com alguma saída profissional – Animação e Produção Cultural.
Deparou-se então com um problema: na sua cidade paixão, o Porto, só existia uma faculdade que leccionava o curso que pretendia frequentar e essa faculdade era privada!
Mas não se acanhou, procurou emprego e garantiu aos pais que seria ela a pagar a frequência do curso com todos os gastos que isso poderia acarretar. Trabalhou 4 meses a tempo inteiro e reuniu o dinheiro suficiente para pagar a inscrição e a matrícula. Passou no exame nacional, teve média suficiente e matriculou-se. Decidiu que o seu futuro valia o esforço do presente e tomou a decisão de continuar a trabalhar ao fim-de-semana não se importando com tudo o que a sua juventude pudesse vir a perder com essa decisão. O seu futuro estava em primeiro lugar!
O trabalho corria bem, começava a fazer novos amigos e parecia que finalmente a vida começara a sorrir-lhe. Mas cada vez que estava em casa tudo se desmoronava novamente com as cruéis palavras que a sua mãe fazia questão de lhe lançar, mais cortantes que quaisquer punhais. Era como se quanto mais feliz ela estivesse mais motivos a mãe tinha para a fazer sentir mal.
A sua relação com a mãe nunca fora das melhores. A mãe teve uma vida difícil, de privação e sofrimento e acreditara que ao casar a sua vida fosse melhorar, mas depressa demais veio a primeira filha e as privações continuavam.
Por um lado ela percebia a mãe, tinha uma profissão que não a realizava mas não podia desistir ou mudar porque provocaria demasiada instabilidade financeira numa família apenas com dois salários mínimos e três “crianças” na escola.
Mas a mãe nunca percebera (ou acreditara) que a filha desse valor ao sacrifício que fazia e sempre tratará as filhas com alguma distância e frieza.
Era uma mãe capaz das palavras mais frias, de fazer a filha sentir-se um peso para ela mesmo com todo o seu esforço para ser o mais financeiramente independente possível dos pais.
Frases como: “Eu não vou sustentar-te toda a vida” e “Eu não preciso de ti para nada”, eram pedaços do seu dia-a-dia que lhe pesavam na alma como nódoas negras eternas. Hoje foi mais um desses dias, onde teve que ouvir estas palavras e sentir um nó na garganta com as palavras que não conseguia dizer, que não conseguiam ser ditas…
“Oh mãe, se soubesses o quanto te amo, o quanto me pesa não ser a filha que querias que fosse, que as minhas decisões te magoem e te façam pensar que não prezo e não entendo o esforço que fazes! Mãezinha, eu amo-te tanto, porque me magoas com essas palavras assim…”
Mais do mesmo (continuação do post anterior)!
É uma pena que as minhas vibrações positivas só funcionem para os outros...
E esta maré de azar... Não há maneira de se ir embora...
Isto de no espaço de duas semanas bater com o carro, receber más notícias (no campo amoroso), espirrar sem parar devido a um valente resfriado e para brindar ficar sem computador, é dose!
Ou seja, todos os campos da minha vida (financeiro, amoroso, saúde e estudos) foram bafejados por um azar incrível... Tudo na mesma altura! Coincidências? Talvez... mas deixo um apelo a possíveis causadores de tamanho mau-fortunio, não têm motivos para me invejar, acreditem em mim, não têm, por isso podem parar com o mau-olhado ou lá que seja!
E aos meus amigos também deixo um apelo... muitas energias positivas aqui pro meu lado sim? Que ando mesmo a precisar! :(
Luto
O meu portátil morreu!
O meu companheiro de 2 anos decidiu abandonar-me e levar com ele as minhas recordações!
Fiquei sem as minhas fotos, sem as minhas músicas, sem os meus textos, sem as minhas ideias, sem uma boa parte da minha VIDA!
E não me venham com o "Oh, não penses nisso agora, deve ter arranjo!" ; "Tenta pensar positivo!"
Não há pensamento positivo possível numa situação destas....
Perdi uma boa porção da minha liberdade, de poder falar com o mundo à hora que me apetecesse, agora estou restrita a partilhar um pc com a minha irmã e com a minha mãe, o que tornará certamente a minha vida ligeiramente mais vazia. Porque confesso, o computador já fazia parte de mim, era uma estensão do meu próprio corpo e já estava tão na minha rotina ligar a internet, ver os mesmos sites diáriamente (cujos endereços também perdi)...
Estou desolada :(
E agora? que faço? será que tem arranjo? e melhor, será que eu tenho capacidades para pagar o arranjo? Porque uma coisa é certa, dinheiro para um novo é coisa que não tenho!
O meu aniversário está aí à porta, não querem fazer uma "vaquinha" e comprar um "menino" novo pra mim?
Vou continuar a rezar para que seja só uma birra e ele volte a funcionar... Porque isto de tentar ligá-lo e só ver preto à frente deixa-me mesmo de luto! Bahhhhh :'(
E este vai ser mais um post sem fotos... visto que fiquei sem elas...
sexta-feira, 26 de Setembro de 2008
Adenda ao último minutinho nostálgico
Descobri hoje de manhã que a RTP2 é mesmo fantástica, acabou de me dar mais um motivo para continuar a ser o meu canal de eleição! E qual foi esse motivo? Pelos vistos o meu irmão afinal tem o privilegio de assistir ao "Rei Babar"... ^^
- Oh! Não sabia que estes desenhos davam outra vez!
- Davam quando eras pequenina?
- Davam sim, via sempre...
- Eu também vejo sempre!
Afinal este mundo não está assim tão perdido :p
quinta-feira, 25 de Setembro de 2008
Como não ando muito inspirada para escrever aqui nos últimos dias hoje vou só deixar aqui os meus parabéns ao aniversariante do dia!
Parabéns João! ^^
E obrigada pela paciência... lol :)
terça-feira, 16 de Setembro de 2008
segunda-feira, 15 de Setembro de 2008
Vem sentar-te comigo...
Hoje acordei com um enorme sorriso nos lábios.
Inspirei fundo e senti-me invadida pela felicidade de te ter mais perto!
Caminhei descalça até ao banho, sentindo o frio do chão contrastar com o calor que me aquecia o coração esta manhã...
Enquanto a água morna descia pelo meu corpo imaginava-me regressar ao meu quarto e encontrar-te lá à minha espera!
Enxuguei-me lentamente enquanto observava a minha pela a brilhar com as pequeninas gotas de água que me cobriam...
Regressei ao quarto onde não estavas e deitei-me sobre a cama, a mirar o tecto que um dia quero encher de estrelas.
E adormeci...
Nesse meu pequeno sono fui acolhida num sonho, num verdadeiro sonho...
Estávamos sentados num jardim, descalços, sentindo a relva fresca no meio dos dedos e riamos juntos devido provavelmente a qualquer parvoíce que eu possa ter dito. E no meio das nossas gargalhadas como que instintivamente as nossas mãos uniram-se.
Coramos, e afastamos as mãos rapidamente, irremediavelmente assaltados pela timidez...
E o que não passava de um daqueles sonhos em que somos espectadores e ficamos simplesmente a assistir ao desenrolar dos acontecimentos tornou-se num daqueles sonhos que nos parecem tão reais como se estivessem efectivamente a acontecer.
Ficamos a olhar-nos por momentos e o carinho que via nos teus olhos aquecia-me o coração de uma maneira que quase chorei...
Com a minha mão esquerda segurei a tua mão esquerda voltada para cima e o meu indicador direito percorreu toda a tua linha da vida, enorme, como a minha, e sorri...
Perguntaste-me porque sorri e respondi fugazmente, com um brilho nos olhos:
"Vais aturar-me tantos anos"
Sorriste também e as palavras "ainda bem" saíram da tua boca como que flutuando magicamente até mim.
Sentia todo o meu corpo vibrar de antecipação, continuava a sentir a tua mão na minha, desta vez não a afastaste e com um sorriso matreiro a desenhar-se nos teus lábios voltaste-a e agarraste a minha. Fechei os olhos, incontrolável e inconscientemente, e só os voltei a abrir quando senti a tua respiração e os teus lábios tocarem a minha testa.
O teu sorriso trocista continuava ali, como que a provocar-me, assim como as tuas palavras...
"Pequenos gestos! Do que mais gostas, certo?" E num impulso a minha mão largou a tua, os meus braços envolveram-te o pescoço e abracei-te, apertado, toda eu junto a ti. Toda eu esperança, toda eu expectativa, enquanto os teus braços me rodeavam a cintura e o teu rosto se afundava no meu cabelo.
Afastamo-nos ligeiramente, o suficiente para nos olharmos, e instintivamente os nossos lábios uniram-se, e o formigueiro que senti percorrer-me todo o corpo foi tão intenso que me fez acordar.
Fiquei sentada na cama uns bons momentos, digerindo o sonho do qual acordava, sentindo a pulsação por todo o meu corpo, sentia-me latejante, a formigar, vibrante, estranhamente feliz como se o sonho estivesse em iminência de acontecer...
Sei que assim o não é! Sei que "espera" é a palavra que me vai acompanhar por mais uns tempos, talvez para sempre, talvez só até o meu coração se cansar de tanta velocidade de batida...
A mim resta-me ficar assim, num estado de latência, num semi-sono que me faz suspirar pela casa, que me faz sentir com 15 anos...
Sonhar é muito bom, mas é uma pena enorme quando sonhos tão lindos demoram ou nem chegam a realizar-se...
Vem meu pequenino, vem realizar o meu sonho, vem sentar-te comigo!
Reflexão do dia #1
É incrível como gestos tão simples quando provenientes das pessoas de quem gostamos podem provocar danos tão grandes!
segunda-feira, 8 de Setembro de 2008
Minutinho nostálgico #2
E tenho mesmo pena que o meu irmão não tenha o privilegio de assistir a estes desenhos animados... E destes acho que toda a gente se lembra! ^^
domingo, 24 de Agosto de 2008
Por causa destas coisas hoje morri mais um bocadinho...
Quanto de mim restará?
When did you'll tell me what you feel about me?
When did you'll see you're hurting me with all this ambiguity you put me throw?
domingo, 17 de Agosto de 2008
Because I love you
Hoje quero prestar homenagem ao aniversariante do dia…
Uma pessoa a quem tenho muito a agradecer:
A casa onde moro e a comida que tenho na mesa.
A educação que tenho.
A pessoa que sou.
Os dois irmãos lindos que me deu.
O sorriso tonto que faz para me fazer sorrir também.
As patetices que me fazem rir.
E tantas outras coisas simples como:
O abraço de despedida que me deste na viagem de finalistas.
A compreensão quando decidi mudar de curso.
Todas as vezes que perguntas como estou ao ver-me em baixo…
E tantas, mas tantas outras coisas que são enumeras e não posso pôr tudo aqui…
Por seres o pilar da casa, o ponto neutro, por nos entenderes a todos e estares sempre presente para nós, por todos os anos que trabalhaste todos os dias (e quando digo todos são mesmo todos, domingos, feriados, sem excepção) sem cessar para termos o que temos hoje, por tantas vezes que não te disse o quanto gosto de ti, por teres desempenhado tão bem o teu papel de pai… O meu Obrigada meu querido!
Só quem percebe a minha relação com a minha mãe consegue perceber a importância que o meu pai tem para mim e o quanto lhe devo ainda existir.
A ele, neste dia, dedico uma música, que desde que soube para quem foi escrita me deixa sempre de lágrima no quanto do olho. A música é “Because you loved me” da Celine Dion, escrita por ela para o seu pai. Porque esta música consegue dizer tudo o que és para mim.
For all those times you stood by me For all the truth that you made me see For all the joy you brought to my life For all the wrong that you made right For every dream you made come true For all the love I found in you I'll be forever thankful baby You're the one who held me up Never let me fall You're the one who saw me through through it all You were my strength when I was weak You were my voice when I couldn't speak You were my eyes when I couldn't see You saw the best there was in me Lifted me up when I couldn't reach You gave me faith 'coz you believed I'm everything I am Because you loved me You gave me wings and made me fly You touched my hand I could touch the sky I lost my faith, you gave it back to me You said no star was out of reach You stood by me and I stood tall I had your love I had it all I'm grateful for each day you gave me Maybe I don't know that much But I know this much is true I was blessed because I was loved by you You were my strength when I was weak You were my voice when I couldn't speak You were my eyes when I couldn't see You saw the best there was in me Lifted me up when I couldn't reach You gave me faith cause you believed I'm everything I am Because you loved me You were always there for me The tender wind that carried me A light in the dark shining your love into my life You've been my inspiration Through the lies you were the truth My world is a better place because of you You were my strength when I was weak You were my voice when I couldn't speak You were my eyes when I couldn't see You saw the best there was in me Lifted me up when I couldn't reach You gave me faith 'coz you believed I'm everything I am Because you loved me
Amo-te muito paizinho ^^
sábado, 16 de Agosto de 2008
Se as dúvidas fossem colesterol já tinha tido um enfarte (e 5 tromboses)
A cada dia que passa mais um bocadinho de mim morre.
Tudo funciona como se as dúvidas que me atormentam fossem colesterol. E feitos os testes acho que os meus níveis devem estar no máximo.
Cada pedacinho de colesterol (dúvida) que circula em mim volta e meia entope uma veia (característica minha) e mata os tecidos circundantes por falta de suprimento das suas necessidades… E lá morre mais um pedacinho da minha auto-estima!
Começo a temer pela minha saúde, que nos últimos tempos as dúvidas são tantas que se um dia se juntam todas vão formar um coágulo tão grande que ainda me provoca um enfarte do miocárdio e lá vai a Ju desta p’ra melhor.
E lá andava eu toda contente por achar que algumas dúvidas existências da minha pessoa já se haviam dissolvido na corrente quando elas voltam à circulação como se estivessem este tempo todo simplesmente coladas numa parede qualquer de um vaso menos importante e mais escondido. Mas porque é que certos fantasmas teimam em voltar do passado, ora bolas!
E juro que não é inveja, mas a felicidade de certas pessoas que me fizeram infeliz desperta em mim uma sensação de injustiça tão grande que me revolve as entranhas e liberta todos os coágulos escondidos e surge a célebre questão, rodeada de um letreiro luminoso, colorido e com sinais sonoros que torna impossível que passe indiferente – Será que o problema é meu? Sou eu? (Ás tantas é a porcaria do meu campo electromagnético que agora além de apagar candeeiros só atraí gente errada e repudia a certa)
Queria que percebesses que és o remédio para o meu maior mal (que sou eu mesma)!
Será que um dia vou fazer desaparecer o coágulo da dúvida do que sentes por mim?
sábado, 9 de Agosto de 2008
Em toda a parte
Onde vou chegar
Num abraço fechado
Para te levar
Por campos abertos
Por onde puder
Levar-te por dentro
Pra não te perder
Nem com mil tormentas
Que arrasem o mundo
Em qualquer lado
Onde quer que eu vá
Levo no corpo o desejo
De te abraçar
Em toda a parte
Onde quer que o sonho me leve
Hei-de lembrar-me de ti
Por outros caminhos
Hei-de vaguear
Num abraço fechado
Para te levar
E há uma canção
Que um dia aprendi
Eu hei-de cantá-la
A pensar em ti
Em qualquer lado
Onde quer que eu vá
Levo no corpo o desejo
De te abraçar
Em toda a parte
Onde quer que o sonho me leve
Hei-de lembra-me de ti
Mafalda Veiga - Em toda a parte

sexta-feira, 8 de Agosto de 2008
Dúvida existencial
E como percebi eu isso? Porque espirrei quando vinha a conduzir e fechar os olhos durante a condução é algo que se dá conta...
E desde esse dia que cada vez que espirro (que por acaso é coisinha frequente que tenho um nariz sensível como tudo) tento manter os olhos abertos... Sem sucesso... É incontrolável, cada vez que espirro os olhinhos fecham-se!
Será que é fisiológico? Ou existe por aí alguém capaz de espirrar com os olhos abertos?
quinta-feira, 7 de Agosto de 2008
Ontem descreveram-me assim...
Após uma simples afirmação da minha parte:
- Oh, o que não falta deve ser gente como eu...
E a resposta foi:
- Não há... uma com a sintonia entre a pureza e a perversão não há de todo...
E ainda hoje estou parva, e vá, um bocadinho babada ^^
segunda-feira, 4 de Agosto de 2008
No reciclar é que está o ganho!
No que toca a contribuir para a preservação do meio ambiente tudo o que podemos fazer é pouco, por isso é mais que nossa obrigação fazer o máximo!
O texto que se segue recebi-o por e-mail e achei por bem colocar aqui.
...
Pela primeira vez, vai passar a existir em Portugal, uma resposta de âmbito nacional para o destino dos óleos alimentares usados. A partir de dia 15 de Julho, a AMI lança ao público este projecto que conta já com a participação de milhares de restaurantes, hotéis, cantinas, escolas, Juntas de Freguesia e Câmaras Municipais.
A AMI dá com este projecto continuidade à sua aposta no sector do ambiente, como forma de actuar preventivamente sobre a degradação ambiental e sobre as alterações climáticas, responsáveis pelo aumento das catástrofes humanitárias e pela morte de 13 milhões de pessoas em todo o mundo, de acordo com a Organização Mundial de Saúde.
Os cidadãos que queiram entregar os óleos alimentares usados, poderão
fazê-lo a partir de agora. Para tal, poderão fazer a entrega numa
garrafa fechada, dirigindo-se a um dos restaurantes aderentes, que se
encontram identificados e cuja listagem poderá ser consultada no site
www.ami.org.pt.
Este novo projecto ambiental da AMI permitirá evitar a contaminação das águas residuais, que acontece quando o resíduo é despejado na rede pública de esgotos, e a deposição do óleo em aterro. Os óleos alimentares usados poderão assim ser transformados em biodiesel, fornecendo uma alternativa ecológica aos combustíveis fósseis, e contribuindo desta forma para reduzir as emissões de Gases de Efeito de Estufa (GEE). Ao contrário do que por vezes acontece com o biodiesel de produção agrícola, esta forma de produção não implica a desflorestação nem a afectação de terrenos, nem concorre com o mercado da alimentação.
As receitas angariadas pela AMI com a valorização dos óleos alimentares usados serão aplicadas no financiamento das Equipas de Rua que fazem acompanhamento social e psicológico aos sem-abrigo, visando a melhoria da sua qualidade de vida.
...
Se não existirem pontos de recolha perto do seu local de residência há sempre outra solução de longe melhor que continuar a deitar o óleo pelo ralo e poluir o nosso planeta que já se encontra demasiado doente para se recompor sem a nossa ajuda.
Encontrei uma receita muito simples e eficaz para reciclar o óleo alimentar usado e convertê-lo em sabão.
Já experimentei e o resultado foi uma auto-estima mais elevada por ajudar mais um bocadinho além da separação do lixo e uma roupa tão limpa como se de outro sabão qualquer se trata-se.
E aqui fica a receita:
Ingredientes:
- 4L de óleo alimentar usado
- 2L de água
- 1/2 copo de sabão em pó
- 1kg de soda cáustica (NaOH)
- 5ml de óleo essencial (óleos perfumados)
Procedimento:
Dissolver o sabão em pó em 1/2 L de água quente.
Dissolver a soda cáustica em 1,5 L de água quente.
Adicionar lentamente as duas soluções ao óleo e mexer por 20 minutos.
Adicionar a essência e despejar em formas forradas com papel de hornal.
Desinforma-se no dia seguinte.
Cuidados e sugestões:
A mistura da água com a soda cáustica de ser feita mantendo uma distância de segurança e de preferência usando máscara visto que se libertam alguns vapores que podem ser nocivos.
O óleo deve ser filtrado para remover possíveis impurezas que devem ser colocadas no contentor do lixo indiferenciado.
Podem usar motivos decorativos ou especiarias como cravo e paus de canela ou pequenas conchas.
Experimentem e depois digam como foi ;)

(achei melhor mudar um bocadinho de assunto visto que nos próximos dias o meu coraçãozinho vai estar em stand by)
sábado, 26 de Julho de 2008
Tantas perguntas e tão poucas respostas...
E eu ouço-os... Com o meu coração a contorcer-se e a minha mente a ponderar na veracidade de tais afirmações! O coração quer-lo, o meu corpo estremece de antecipação a cada toque casual, mas a minha mente não pára de se questionar e de me deixar louca.
Será que o que sinto é menos intenso, ou menos real, por ele ter aparecido numa altura em que precisava dele? Será que o facto do meu coração bater mais apressado cada vez que penso nele é só porque sinto uma necessidade de encontrar alguém que me complemente? Se assim for então nunca gostarei de ninguém verdadeiramente, porque acho que faz parte da minha essência querer amar, querer ser importante e fazer parte de alguém...
Como pode não ser real o que sinto, ou pouco verdadeiro? Como pode ser superficial ou ingenuidade minha? Talvez seja, talvez tenha sido precipitada, talvez tenha dado rédea solta ao meu coração, talvez nem o conheça assim tão bem como devia.
Mas não consigo, não dá para controlar o bater do meu coração apressado, os sonhos que teimam em povoar as minhas noites, os meus dias. E fecho os olhos e vejo o seu olhar doce, o seu sorriso; fecho os olhos e sinto a arder em mim o desejo de ter os seus braços à minha volta, de finalmente sentir o toque dos seus lábios nos meus.
Mas as dúvidas atormentam-me... e se ele é só extremamente amável comigo por simpatia e nada mais, e se eu estiver a interpretar mal os sinais que afinal não são sinais nenhuns, e como é que eu sei que ele também sente o mesmo? Como sei se ainda é cedo demais? Como sei se lhe devo dizer o que sinto? Como sei se ele se vai afastar de mim se lhe contar o que sinto?
E estou a passar por aquela fase do sofrimento por antecipação, eu que normalmente costumo ser do grupo de optimistas que é feliz por antecipação! E como pode não ser profundo o que sinto se a dor de que o meu sonho não se realize me revolve as entranhas e me nubla os olhos...
E continuo à espera, que ele entenda os meus gestos subtis, as minhas palavras amáveis, os meus convites para estarmos juntos e me dê um sinal, uma pista, que me tire desta incógnita que me faz sentir como se um rio sem ponte me separasse da margem onde se desenrola a vida que eu quero viver!
















