E sai um pensamento fresquinho...

terça-feira, 6 de novembro de 2007

O partir dos sonhos

Os sonhos escoaram-se como água gotejando de uma torneira muito pouco ambientalista.

Um a um foram-se misturando aos resíduos líquidos de uma sociedade muito pouco sólida.

No meio da imensidão de detritos tornaram-se unos com o fundo onde se embrenharam.

Sumiram, sucumbiram ao cheiro nauseabundo dos esgotos de mentiras e falsidades que entram e saem da boca desta assembleia humana cada vez mais desumana.

Está a chover! Afinal não, é só mais um cano roto vindo dos telhados de vidro desta vizinhança que é o universo.

Como anseio pela chuva! Não as chuvas ácidas formadas pela evaporação dos sonhos gotejantes que se corromperam e dissiparam das mentes dos puros por serem demasiado verdadeiros para esta multidão hipócrita que se cruza no nosso caminho diariamente.

Quero a chuva que lava a alma, a chuva que purifica, que nos relembra a limpeza e integridade, que nos entrega a felicidade de não ter vergonha de sonhar!

Sem comentários: