E sai um pensamento fresquinho...

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terça-feira, 28 de outubro de 2008

Palavras aleatórias

EU.....pequeninos.....juntos.....Beijos......Ju......arte......COMEÇO

...Colorido...abraço....carinho...FALTA...mãos...sonhos

cabelo..mimo...TU...perto..sentimentos...INSPIRAÇÃO

...confusão...IDEAIS....surgir...escolher...grande..amizade

coração...mente...ALMA...sexo...longe..passear...partilhar

...amor..CONHECER...abrir.......DAR....paixão....comunhão

corpo..poesia....IMPORTÂNCIA..acolher...segurança..TUA..João

..APRENDER....meu......abrigo....APOIAR....compreensão

sábado, 25 de outubro de 2008

Só...

Meus olhos sonolentos travam uma guerra com as minhas pálpebras que não se querem fechar e se os meus olhos vencerem a batalha todo o meu ser mergulhará num mar de sonhos.



"Fecha-te à realidade, abre os braços e recebe-me"



A tua voz hipnotiza-me e arrasa as forças que ainda me restavam... e então meus olhos sucumbem ao cansaço e a minha mente afoga-se em ti.



Sonho... Vagueio na minha mente... Surges... E então...

Falta-me o ar, sinto-me afundar, sinto o meu corpo perder-se no mar de dúvidas até que os teus braços me envolvem num calor imenso e profundo que me embala. Com um beijo, um simples beijo, todo o meu mecanismo de respiração entra em funcionamento e inpiro fundo... tão fundo... como se toda a minha alma fosse inspirada pelas minhas narinas de volta para o meu interior... Recuperei a minha alma com um beijo teu, como se fosses a roldana que faltava na engrenagem do meu mundo...



Volta após volta,

inspiração após expiração,

batimentos cardíacos acelerados,

tu, tu tão próximo de mim,

tu que ainda não me conheces,

tu que quero tanto conhecer...



E tenho tão pouco a pedir-te... só um beijo! Só anular espaço entre nós... só sentir-me completar-te!







Um beijo, nada mais que isso, e eu perder-me-ia para sempre...

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Small emotional ramble

I’m getting trouble to sleep;
I dream with chocolate;
I think about the same thing most of the time.

Something is not right...
So I get thinking… and the conclusion was simple:
I’m getting crazy, or you put a spell on me!

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Another time... the same history...

Este post é uma continuação deste aqui.


And there comes a time when...

Essa menina que depois de tanto se esforçar para encontrar um curso compatível com ela, depois de meses de trabalho para juntar dinheiro para ir para o ensino privado que lhe permitia formar-se na sua cidade preferida, depois de se ter empolgado com o plano currícular que lhe pareceu mesmo muito interessante. E é então que mais uma vez a sua vida é bafejada por acontecimentos capazes de alterar o rumo que já tinha traçado para os próximos anos - o curso no qual se matriculou não aingira o número mínimo de alunos necessários para abrir...


Ficou com duas soluções:

- Anular a matrícula e ser reembolsada na totalidade do dinheiro pago na acto da inscrição e da matrícula.

- Escolher outro dos cursos leccionados naquela faculdade.



E eis o motivo pela minha ausência aqui do estaminé... Tinha uma decisão demasiado importante para tomar.


Optei por não anular a matrícula, não tenho idade para ficar um ano parada à espera de algo que não sei se vai acontecer... E decidi que esta bomba que me foi largada talvez não tenha sido uma coisa tão má como me pareceu no início, mas apenas o impulso que me faltava para me lançar em direcção ao meu verdadeiro sonho. E então optei por mudar a minha matrícula para outro curso...





Vou para Teatro!

Quero agradecer a quem me apoiou, a quem não duvidou de mim, a quem aturou as minhas crises de dúvidas, a quem não me deixou duvidar de mim, a quem me distraiu para que não estivesse sempre a pensar no assunto... Obrigada AMIGOS! ^^)

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

October

Chego a esta época do ano...
O outono...
O meu aniversário...
O cair das folhas...
Os novos começos...
E as reflexões sobre o ano que passou!

Para este ano tenho uma simples frase...

Cansei-me de ser apenas uma paragem quando preciso ser o destino!

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Amigos, memórias e felicidades...

Existem pequenos momentos de felicidade tão preciosos que se eu pudesse guardava-os religiosamente num paraíso isolado em que os ventos do esquecimento não lhes provocassem qualquer erosão e ficassem intocáveis, fieis à realidade em que foram vividos e principalmente sentidos!

Hoje recordei tantos momentos de infância, tantas das minhas traquinices, tantas das minhas maluqueiras que provocaram certamente muitos cabelos brancos à minha mãe e à minha avó. Foi como assistir a um rolar de frames, a uma exibição fotográfica, mas sem fotos, somente com as imagens da minha mente...

A bicicleta sem travões do meu primo e os arranhões que resultavam de andar com ele na dita cuja.
O nosso carrinho de rolamentos que tantas dores de cabeça deu ao meu pai.
As tardes de inverno na cozinha da avó e quentinhos à lareira a assistir ao McGyver.
E tantas, mas tantas outras pequenas coisas que me deixaram tontinha a sorrir.

Tenho saudades do meu primo, do meu companheiro de infância, do menino meigo e traquina que cresceu comigo, do seu enorme nariz à preto que eu adorava.

Se existem pessoas que pela sua simples existência conseguem mergulhar o meu rosto num mar de sorrisos o meu primo é uma delas por todas as boas recordações que me proporcionou!

Adoro quando sorrio à simples lembrança de um amigo, é tão bom quando nos apercebemos que deixaram tão boas marcas em nós...

E não é o verão a estação mais "quente", para mim é mesmo o outono, aquela que com as suas cores me aquece e enternece o coração...


Obrigada João por me fazeres recordar estas coisas... Não foi a brincar que disse que era por estas (e por outras) coisas que gosto muito de falar contigo! ^^

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Dúvida existencial #2

Será coincidência andar a receber muitas cartas correntes e não as reenviar e subitamente ser "assaltada" por uma vaga de azares?



Hum... Eu nunca fui de acreditar nisso, tanto que como disse em cima não reencaminho, mas isto de tanto azar já me deixa à nora... Tou por tudo! lol


Resta-me fazer figas para que seja uma má fase que passe depressa!

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Once upon a time....

Once upon a time there was a little girl...

… que teve uma infância muito feliz, com carinho, brincadeiras e muitas traquinices à mistura… Mas essa menina cresceu!

Cresceu e abriu os olhos para o mundo…
Quis tirar um curso superior e amando teatro teve de desistir do seu sonho porque a mãe não aprovava. Tentou então dentro dos seus interesses escolher uma profissão que a mãe aprovasse, para que um dia mais tarde alcançasse a sua independência e conseguisse seguir o seu sonho!
Escolheu ser enfermeira e dedicou-se a aprender, a conhecer novos amigos e a crescer, até que um dia o seu mundo ruiu…
Encontrou-se perdida num mundo onde os amigos estavam sempre distantes, onde ninguém tinha tempo para um abraço, onde lhe pediam ajuda que ela não podia dar. Encontrou-se perante uma profissão que não a realizava, perdeu o rapaz que mais amou e deparou-se com um caos de emoções e sentimentos que entravam em derrocada cada vez que insistia naquele caminho!

E então essa menina-mulher decidiu começar de novo, abandonar o curso, abandonar sentimentos que já não lhe faziam bem e reiniciar um novo ciclo na sua vida!
Ganhou coragem e enfrentou os pais, contou-lhes da sua decisão pedindo desculpa pelos 4 anos que (por menores que tenham sido os gastos) andaram a investir na carreira dela…

Durante aqueles 4 aos tinha-se tornado uma “gestora” formidável, com os 400euros que recebia de bolsa conseguia pagar a renda (visto estar deslocada em tempo de aulas), transportes, propinas, internet, electricidade, água e ainda a alimentação, tudo para que não tivesse de pedir dinheiro aos pais que tanto esforço faziam para manter os seus irmãos.
Por sempre ter dado valor aos pais foi sempre tentando dar o menor prejuízo possível no baixo orçamento familiar, conseguindo com o magro dinheiro que lhe sobrava poupar o suficiente para conseguir comparar a sua própria roupa e calçado (que acabava partilhando com a irmã que entretanto também deixara de pedir dinheiro aos pais).

Os pais receberam a notícia da desistência um bocado em choque mas acabaram por “aceitar”.

Visto que o seu desejo sempre esteve intimamente ligado com as artes vasculhou, procurou até que encontro o curso ideal para si, que se enquadrava nos seus gostos e com alguma saída profissional – Animação e Produção Cultural.
Deparou-se então com um problema: na sua cidade paixão, o Porto, só existia uma faculdade que leccionava o curso que pretendia frequentar e essa faculdade era privada!
Mas não se acanhou, procurou emprego e garantiu aos pais que seria ela a pagar a frequência do curso com todos os gastos que isso poderia acarretar. Trabalhou 4 meses a tempo inteiro e reuniu o dinheiro suficiente para pagar a inscrição e a matrícula. Passou no exame nacional, teve média suficiente e matriculou-se. Decidiu que o seu futuro valia o esforço do presente e tomou a decisão de continuar a trabalhar ao fim-de-semana não se importando com tudo o que a sua juventude pudesse vir a perder com essa decisão. O seu futuro estava em primeiro lugar!
O trabalho corria bem, começava a fazer novos amigos e parecia que finalmente a vida começara a sorrir-lhe. Mas cada vez que estava em casa tudo se desmoronava novamente com as cruéis palavras que a sua mãe fazia questão de lhe lançar, mais cortantes que quaisquer punhais. Era como se quanto mais feliz ela estivesse mais motivos a mãe tinha para a fazer sentir mal.

A sua relação com a mãe nunca fora das melhores. A mãe teve uma vida difícil, de privação e sofrimento e acreditara que ao casar a sua vida fosse melhorar, mas depressa demais veio a primeira filha e as privações continuavam.
Por um lado ela percebia a mãe, tinha uma profissão que não a realizava mas não podia desistir ou mudar porque provocaria demasiada instabilidade financeira numa família apenas com dois salários mínimos e três “crianças” na escola.
Mas a mãe nunca percebera (ou acreditara) que a filha desse valor ao sacrifício que fazia e sempre tratará as filhas com alguma distância e frieza.

Era uma mãe capaz das palavras mais frias, de fazer a filha sentir-se um peso para ela mesmo com todo o seu esforço para ser o mais financeiramente independente possível dos pais.

Frases como: “Eu não vou sustentar-te toda a vida” e “Eu não preciso de ti para nada”, eram pedaços do seu dia-a-dia que lhe pesavam na alma como nódoas negras eternas. Hoje foi mais um desses dias, onde teve que ouvir estas palavras e sentir um nó na garganta com as palavras que não conseguia dizer, que não conseguiam ser ditas…

“Oh mãe, se soubesses o quanto te amo, o quanto me pesa não ser a filha que querias que fosse, que as minhas decisões te magoem e te façam pensar que não prezo e não entendo o esforço que fazes! Mãezinha, eu amo-te tanto, porque me magoas com essas palavras assim…”

Mais do mesmo (continuação do post anterior)!

É uma pena que as minhas vibrações positivas só funcionem para os outros...

E esta maré de azar... Não há maneira de se ir embora...

Isto de no espaço de duas semanas bater com o carro, receber más notícias (no campo amoroso), espirrar sem parar devido a um valente resfriado e para brindar ficar sem computador, é dose!

Ou seja, todos os campos da minha vida (financeiro, amoroso, saúde e estudos) foram bafejados por um azar incrível... Tudo na mesma altura! Coincidências? Talvez... mas deixo um apelo a possíveis causadores de tamanho mau-fortunio, não têm motivos para me invejar, acreditem em mim, não têm, por isso podem parar com o mau-olhado ou lá que seja!

E aos meus amigos também deixo um apelo... muitas energias positivas aqui pro meu lado sim? Que ando mesmo a precisar! :(

Luto

O meu portátil morreu!
O meu companheiro de 2 anos decidiu abandonar-me e levar com ele as minhas recordações!
Fiquei sem as minhas fotos, sem as minhas músicas, sem os meus textos, sem as minhas ideias, sem uma boa parte da minha VIDA!

E não me venham com o "Oh, não penses nisso agora, deve ter arranjo!" ; "Tenta pensar positivo!"

Não há pensamento positivo possível numa situação destas....
Perdi uma boa porção da minha liberdade, de poder falar com o mundo à hora que me apetecesse, agora estou restrita a partilhar um pc com a minha irmã e com a minha mãe, o que tornará certamente a minha vida ligeiramente mais vazia. Porque confesso, o computador já fazia parte de mim, era uma estensão do meu próprio corpo e já estava tão na minha rotina ligar a internet, ver os mesmos sites diáriamente (cujos endereços também perdi)...

Estou desolada :(

E agora? que faço? será que tem arranjo? e melhor, será que eu tenho capacidades para pagar o arranjo? Porque uma coisa é certa, dinheiro para um novo é coisa que não tenho!

O meu aniversário está aí à porta, não querem fazer uma "vaquinha" e comprar um "menino" novo pra mim?

Vou continuar a rezar para que seja só uma birra e ele volte a funcionar... Porque isto de tentar ligá-lo e só ver preto à frente deixa-me mesmo de luto! Bahhhhh :'(
E este vai ser mais um post sem fotos... visto que fiquei sem elas...

sábado, 16 de agosto de 2008

Se as dúvidas fossem colesterol já tinha tido um enfarte (e 5 tromboses)

A cada dia que passa mais um bocadinho de mim morre.

Tudo funciona como se as dúvidas que me atormentam fossem colesterol. E feitos os testes acho que os meus níveis devem estar no máximo.

Cada pedacinho de colesterol (dúvida) que circula em mim volta e meia entope uma veia (característica minha) e mata os tecidos circundantes por falta de suprimento das suas necessidades… E lá morre mais um pedacinho da minha auto-estima!

Começo a temer pela minha saúde, que nos últimos tempos as dúvidas são tantas que se um dia se juntam todas vão formar um coágulo tão grande que ainda me provoca um enfarte do miocárdio e lá vai a Ju desta p’ra melhor.

E lá andava eu toda contente por achar que algumas dúvidas existências da minha pessoa já se haviam dissolvido na corrente quando elas voltam à circulação como se estivessem este tempo todo simplesmente coladas numa parede qualquer de um vaso menos importante e mais escondido. Mas porque é que certos fantasmas teimam em voltar do passado, ora bolas!

E juro que não é inveja, mas a felicidade de certas pessoas que me fizeram infeliz desperta em mim uma sensação de injustiça tão grande que me revolve as entranhas e liberta todos os coágulos escondidos e surge a célebre questão, rodeada de um letreiro luminoso, colorido e com sinais sonoros que torna impossível que passe indiferente – Será que o problema é meu? Sou eu? (Ás tantas é a porcaria do meu campo electromagnético que agora além de apagar candeeiros só atraí gente errada e repudia a certa)

Queria que fosses o meu “Esterol vegetal” e me ajudasses a reduzir o meu “colesterol”. Queria de novo sentir-me confiante, regenerar as células mortas da minha alma e recuperar a minha auto-estima que se vai dissolvendo dia após dia.

Queria que percebesses que és o remédio para o meu maior mal (que sou eu mesma)!



Será que um dia vou fazer desaparecer o coágulo da dúvida do que sentes por mim?

terça-feira, 17 de junho de 2008

Emptiness

Hoje
deu-me
um
daqueles
súbitos
clicks
em
que
estamos
rodeados
de
gente
e
nos
sentimos
terrivelmente
sozinhos...


Hoje
senti-me
assim
completamente
.
.
.

.
.
.
vazia





Deve ser da lua cheia



terça-feira, 3 de junho de 2008

Leveza

Hoje perdoei-me.
Hoje fiz as pazes comigo própria...

Haverá sensação melhor neste mundo do que a paz e a leveza de estarmos de bem connosco?




Talvez um abraço bem apertadinho de uma pessoa especial! ^^
Aceitam-se propostas... :p lol


quinta-feira, 10 de abril de 2008

Num daqueles dias...

Quero escrever!

Hoje estou num daqueles dias em que sinto a cortante necessidade de debitar para um qualquer papel todos os pensamentos e sentimentos que me entorpecem os sentidos e me confundem a mente.

Mas está difícil!

Vários rascunhos e gatafunhos de palavras e frases pela metade vão sendo deixados para trás à medida que percebo que são mais uma tentativa falhada de tornar tangível aquilo que me transtorna o espírito.

Hoje estou num daqueles dias!
Não um dia sem inspiração, porque isso seria ficar sem palavras. Mas num dia em que a afluência de ideias e conceitos é tamanha que a velocidade restrita do meu corpo em relação à minha mente se torna no meu verdadeiro problema...

Queria escrever para ti, que provavelmente não me vais ler!
Houve pessoas especiais na minha vida que me inspiraram a escrever poesia, ou as letras para as melodias que ecoavam na minha cabeça. Hoje já tentei escrever poesia, em português, até em inglês. Mas apenas saía uma vaga de palavras que ia rebentando contra o meu crânio qual torrente de ondas de tempestade rebentando contra os rochedos de uma qualquer praia. E fico assim, confusa, porque tu, és tão merecedor de um poema ou de uma música como as restantes pessoas importantes da minha vida, provavelmente, até mais merecedor...

Decididamente hoje quero escrever. Quero tanto escrever que luto com todas as forças na tentativa de conseguir organizar as palavras que te quero dizer.

E que te quero dizer? (E a torrente aumenta, a minha cabeça ameaça ceder sobre a pressão de milhares de pensamentos que me assolam) Tanta coisa, o que penso, o que sinto, o que és para mim, as minhas dúvidas, os meus medos, os meus planos, tanto, tanto que me fogem as palavras que de repente se tornam vãs e escorregadias...

Confusão, por teres deixado tanto dentro de mim que transborda a barreira da compreensão!

Raiva, por não me conseguir focar no que te quero dizer por a tua lembrança me deixar perdida!

Angústia, por sentir que te perdi mesmo sem nunca te ter tido e não conseguir contar-te a minha mágoa!

Cansaço, por não conseguir dizer-te o que quero e ser teimosa até à exaustão!

Frustração, por estar num destes dias, em que tanto te quero dizer e as palavras teimam em se atropelar e tornar o meu discurso incompleto!

Simplesmente estou num destes dias em que te quero tanto que doí.
Simplesmente estou num destes dias em que os sentimentos se inflamam à minima lembrança tua.
Simplesmente estou num destes dias em que não consigo falar mas insisto, porque me ensinaste a ser dura, a não desistir, me lembraste que sou teimosa...

Oh... Como é simples o que te quero dizer se não racionalizar, se simplesmente deixar os meus lábios tocarem o teu rosto com todo o carinho que inunda cada poro da minha pele.

Todas as minhas células clamam por ti, toda eu reclamo a saudade que deixaste em mim. Toda a minha alma chora a esperança que feriste com as tuas lágrimas...

Queria gritar-te que te quero mais que toda a teimosia que tens!
Queria sussurrar-te que te admiro mais que toda a bondade que sentes!
Queria lembrar-te com um beijo que tudo o que sou te queria entregar!
Mas não tenho palavras, estou num daqueles dias em que a expressão do que sinto está frouxa, não tem profundidade suficiente para ser capaz de te fazer imaginar a grandiosidade do meu sentimento...

Definitivamente estou num daqueles dias... em que percebo que estou terrivelmente apaixonada!

quinta-feira, 3 de abril de 2008

Viagem a outros tempos...

Este é um texto que encontrei num dos meus cadernos... foi escrito por mim numa das viagens de comboio rumo a casa dos meus pais. Num fim-de-semana que me parece tão longínquo que nem consigo aperceber-me de quanto tempo se passou... Mas deu-me vontade de o partilhar!



Finalmente sentei-me. Hoje o comboio ia completamente cheio, não cabia mais viv'alma. No entanto lá chegando a uma certa estação, pelos vistos muito concorrida, a carga foi aligeirada e lá se vislumbraram alguns lugares vazios.
Segundo o termómetro do comboio estão 24ºC. no exterior, são 19:37.
Números...
Como os números são exactos. E não podem ser outra coisa!
Com as palavras é diferente. Há palavras com imensos significados!

Os humanos serão mais números ou mais palavras?
Obviamente não serão números, estes são demasiado "simples".
Mas mesmo a complexidade das palavras não consegue reflectir toda a essência e emaranhado de significados e definições de uma pessoa.
Começo a concordar cada vez mais, com quem me disse um dia, que somos todos equações, um conjunto de números e letras que se vão igualando, com porções que vão mudando de parcela assim como na vida damos e recebemos.

Qual será a outra parte que completa a equação da minha vida?
Será que é a tua equação que se junta à minha para que, qual sistema perfeito, encontremos uma solução?

Há quem me fuja, mas nunca vá muito longe... Penso que têm medo de descobrir que a minha equação os completa. Mas desistem à primeira avaria da calculadora. Saltam fora da aula de matemática e levam com eles a equação para a tentarem resolver noutro lado!

Comodistas! Lá porque tem de ser resolvida à mão não significa que a resolução é impossível. É mais difícil, é verdade. Mas não é impossível!

Dá-me a tua mão! Sê teimoso como eu... Vamos juntar os nossos números e as nossas letras e igualar este limite (de vida) ao infinito...

domingo, 16 de março de 2008

Há dias assim...

Simplesmente porque há dias assim...
Olho e já não vejo amigos que tive!

Simplesmente porque há coisas que ficam no passado...
Espero, mas nada regressa!

Simplesmente porque há pessoas que vão...
E já não consigo pedir-lhes que fiquem!

Simplesmente porque há gestos que marcam...
E recordo-os todas as noites até à exaustão!

Simplesmente porque há palavras que ferem...
E os meus ouvidos nunca conseguem fugir de ouvi-las!

Simplesmente porque há alturas erradas...
Mas não deixam de ser as pessoas certas!

Simplesmente porque há a altura certa...
E a minha ainda não chegou!

Simplesmente porque há cartas já escritas...
E nunca as irei enviar!

Simplesmente porque há dias de solidão...
E já não tenho um abraço sentido!

Simplesmente porque há pedras no caminho...
Mas o meu castelo não tem habitantes!

Simplesmente porque há lágrimas nos meus olhos...
Porque há dias que nos foge o sorriso, porque há dias assim!

sábado, 29 de dezembro de 2007

Better Together

E a melhor aventura da vida começou novamente na minha vida...
Espero que o novo ano me ajude a fazer com que esta aventura se torne numa vitória pra muitos anos...
Porque deixei o meu coração aventurar-se...
Porque encontrei o impulso necessário para o deixar lançar-se numa nova conquista...
Porque sinto que somos melhor quando estamos juntos :)
Porque me sinto feliz por me sentir assim... Porque estou apaixonada e quero gritar isso ao mundo!

Obrigada por seres do jeitinho que és!

terça-feira, 20 de novembro de 2007

E chegou a minha altura preferida do ano... Os cachecóis, os gorros, a lareira, as folhas douradas que cobrem o chão, o cházinho com broas de mel no sofá a ver tv enrolada na mantinha e a pensar em ti...

E é tão bom correr à chuva e saltar nas poças :D

Lembras-te?

terça-feira, 6 de novembro de 2007

A outra porta

Entrar pela porta dourada, aquela pela qual todos ambicionam. Sonhamos encontrar por trás dela todos os desejos platónicos e todos os quereres julgados inatingíveis. E ao termos o vislumbre de ter a porta tão perto ficamos cegos de felicidade. Tão cegos que nem nos apercebemos que afinal é mais uma porta de bronze cujo brilho se deve ao reflexo do sol nascente nas gotículas de orvalho que se abateram sobre mais uma porta que nos surge ao acordarmos de mais uma noite de entrega aos anjos nocturnos que nos guardam a alma. Ao vermos a verdade a nossa visão nubla-se com os átomos de água que se precipitam dos nossos olhos quando somos inundados pela tristeza que nos traz o sentimento de desilusão. Mas nesse momento os raios de sol fazem os olhares cintilarem tal como a porta de bronze. E nós, simples peões da jogada cósmica do universo, atravessamos mais uma porta guiados pelo brilho que os nossos olhos imitem, qual candeia de esperança em mais um caminho de expectativas e quem sabe, de felicidade…

O partir dos sonhos

Os sonhos escoaram-se como água gotejando de uma torneira muito pouco ambientalista.

Um a um foram-se misturando aos resíduos líquidos de uma sociedade muito pouco sólida.

No meio da imensidão de detritos tornaram-se unos com o fundo onde se embrenharam.

Sumiram, sucumbiram ao cheiro nauseabundo dos esgotos de mentiras e falsidades que entram e saem da boca desta assembleia humana cada vez mais desumana.

Está a chover! Afinal não, é só mais um cano roto vindo dos telhados de vidro desta vizinhança que é o universo.

Como anseio pela chuva! Não as chuvas ácidas formadas pela evaporação dos sonhos gotejantes que se corromperam e dissiparam das mentes dos puros por serem demasiado verdadeiros para esta multidão hipócrita que se cruza no nosso caminho diariamente.

Quero a chuva que lava a alma, a chuva que purifica, que nos relembra a limpeza e integridade, que nos entrega a felicidade de não ter vergonha de sonhar!