E sai um pensamento fresquinho...

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sábado, 25 de outubro de 2008

Só...

Meus olhos sonolentos travam uma guerra com as minhas pálpebras que não se querem fechar e se os meus olhos vencerem a batalha todo o meu ser mergulhará num mar de sonhos.



"Fecha-te à realidade, abre os braços e recebe-me"



A tua voz hipnotiza-me e arrasa as forças que ainda me restavam... e então meus olhos sucumbem ao cansaço e a minha mente afoga-se em ti.



Sonho... Vagueio na minha mente... Surges... E então...

Falta-me o ar, sinto-me afundar, sinto o meu corpo perder-se no mar de dúvidas até que os teus braços me envolvem num calor imenso e profundo que me embala. Com um beijo, um simples beijo, todo o meu mecanismo de respiração entra em funcionamento e inpiro fundo... tão fundo... como se toda a minha alma fosse inspirada pelas minhas narinas de volta para o meu interior... Recuperei a minha alma com um beijo teu, como se fosses a roldana que faltava na engrenagem do meu mundo...



Volta após volta,

inspiração após expiração,

batimentos cardíacos acelerados,

tu, tu tão próximo de mim,

tu que ainda não me conheces,

tu que quero tanto conhecer...



E tenho tão pouco a pedir-te... só um beijo! Só anular espaço entre nós... só sentir-me completar-te!







Um beijo, nada mais que isso, e eu perder-me-ia para sempre...

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Um mar, uma vida...

Sugas-me a inspiração, fazendo com que todos os meus pensamentos voem até ti.
Fazes com que a minha mente clame por novas recordações que enchem o meu peito de saudade.
Sentimento tão português, tão nosso, tão meu fado! Oh saudade como te amo, como me fazes sentir viva e que vivi com intensidade… Quem seria eu longe de ti minha saudade?

Os dias passam como caravelas… Solto as velas e deixo-me levar pelo vento, esse ser com múltipla personalidade, que me embala nas ondas da acalmia ou me sacode na fria tempestade.
Sigo absorvendo o conhecimento dos novos mundos com que me vou cruzando, remendando o meu casco em portos seguros e nunca temendo um novo temporal.

A minha vida é como as marés, ora cheia, ora vaza, mas sempre mutável e inconstante, indomável mas apaixonante!

Entram na minha vida mil e uma criatura, que me marcam, que me ensinam, mesmo que a aprendizagem seja dura.

Mas tu sugas-me a imaginação, fazes com que a minha caravela fique presa no teu mar e lanças ambiguidade na minha vontade de navegar. E os meus dias seguem o pêndulo do relógio da minha razão, que vai oscilando entre mim e o meu coração… Eu sou como as velas que anseiam que o vento as leve pelo mar, o meu coração é como um barco que anseia encontrar um lar.

Tu sugas-me a imaginação porque a minha alma vai presa a ti, e as minhas velas ficam frouxas quando me encontro a recordar o que contigo vivi. O barco do meu mundo quer que sejas o meu cais… mas e se o porto não é seguro? Eu não quero naufragar, não, nunca mais.

Desejando que navegues comigo, luto para reaver a inspiração que sugaste de mim! O mar pode ser inconstante… mas podiamos ser felizes assim…



quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Viajante do meu mundo

Encontrei um viajante sem mapa e sem destino
Tracei-lhe um rumo num pedaço de papel
Com histórias de encantar de um velho peregrino
Que me ensinou a pintar sem ter pincel

Surgiram na alvorada desse dia
Enquanto o viajante me embalava
Sonhos de maresia
Pedaços de ilha abandonada

Canções inspiradas na madrugada de um sorriso
Cartas de amor ancoradas em desejos escondidos
Sonhos murmurados numa noite sem juizo
A uma alma encantada por sentimentos perdidos

Fiquei ligada a palavras desconhecidas
Presa por promessas nunca antes cumpridas
Apaixonada por um sonho sem sono
Amada por um viajante sem dono

Encontrei um viajante vagabundo
Que me fez amar sem conhecer
Abriu-me a mente para o mundo
E teve-me sem nunca me ter



E depois de tanta dúvida e decisões para tomar parece que a minha inspiração voltou... Espero que gostem! ^^)

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

October

Chego a esta época do ano...
O outono...
O meu aniversário...
O cair das folhas...
Os novos começos...
E as reflexões sobre o ano que passou!

Para este ano tenho uma simples frase...

Cansei-me de ser apenas uma paragem quando preciso ser o destino!

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Vem sentar-te comigo...

Hoje acordei com um enorme sorriso nos lábios.
Inspirei fundo e senti-me invadida pela felicidade de te ter mais perto!
Caminhei descalça até ao banho, sentindo o frio do chão contrastar com o calor que me aquecia o coração esta manhã...
Enquanto a água morna descia pelo meu corpo imaginava-me regressar ao meu quarto e encontrar-te lá à minha espera!
Enxuguei-me lentamente enquanto observava a minha pela a brilhar com as pequeninas gotas de água que me cobriam...
Regressei ao quarto onde não estavas e deitei-me sobre a cama, a mirar o tecto que um dia quero encher de estrelas.
E adormeci...
Nesse meu pequeno sono fui acolhida num sonho, num verdadeiro sonho...

Estávamos sentados num jardim, descalços, sentindo a relva fresca no meio dos dedos e riamos juntos devido provavelmente a qualquer parvoíce que eu possa ter dito. E no meio das nossas gargalhadas como que instintivamente as nossas mãos uniram-se.
Coramos, e afastamos as mãos rapidamente, irremediavelmente assaltados pela timidez...

E o que não passava de um daqueles sonhos em que somos espectadores e ficamos simplesmente a assistir ao desenrolar dos acontecimentos tornou-se num daqueles sonhos que nos parecem tão reais como se estivessem efectivamente a acontecer.

Ficamos a olhar-nos por momentos e o carinho que via nos teus olhos aquecia-me o coração de uma maneira que quase chorei...
Com a minha mão esquerda segurei a tua mão esquerda voltada para cima e o meu indicador direito percorreu toda a tua linha da vida, enorme, como a minha, e sorri...
Perguntaste-me porque sorri e respondi fugazmente, com um brilho nos olhos:
"Vais aturar-me tantos anos"
Sorriste também e as palavras "ainda bem" saíram da tua boca como que flutuando magicamente até mim.
Sentia todo o meu corpo vibrar de antecipação, continuava a sentir a tua mão na minha, desta vez não a afastaste e com um sorriso matreiro a desenhar-se nos teus lábios voltaste-a e agarraste a minha. Fechei os olhos, incontrolável e inconscientemente, e só os voltei a abrir quando senti a tua respiração e os teus lábios tocarem a minha testa.

O teu sorriso trocista continuava ali, como que a provocar-me, assim como as tuas palavras...
"Pequenos gestos! Do que mais gostas, certo?" E num impulso a minha mão largou a tua, os meus braços envolveram-te o pescoço e abracei-te, apertado, toda eu junto a ti. Toda eu esperança, toda eu expectativa, enquanto os teus braços me rodeavam a cintura e o teu rosto se afundava no meu cabelo.
Afastamo-nos ligeiramente, o suficiente para nos olharmos, e instintivamente os nossos lábios uniram-se, e o formigueiro que senti percorrer-me todo o corpo foi tão intenso que me fez acordar.


Fiquei sentada na cama uns bons momentos, digerindo o sonho do qual acordava, sentindo a pulsação por todo o meu corpo, sentia-me latejante, a formigar, vibrante, estranhamente feliz como se o sonho estivesse em iminência de acontecer...


Sei que assim o não é! Sei que "espera" é a palavra que me vai acompanhar por mais uns tempos, talvez para sempre, talvez só até o meu coração se cansar de tanta velocidade de batida...

A mim resta-me ficar assim, num estado de latência, num semi-sono que me faz suspirar pela casa, que me faz sentir com 15 anos...


Sonhar é muito bom, mas é uma pena enorme quando sonhos tão lindos demoram ou nem chegam a realizar-se...



Vem meu pequenino, vem realizar o meu sonho, vem sentar-te comigo!

Reflexão do dia #1

É incrível como gestos tão simples quando provenientes das pessoas de quem gostamos podem provocar danos tão grandes!

domingo, 24 de agosto de 2008

Por causa destas coisas hoje morri mais um bocadinho...
Quanto de mim restará?

When did you'll tell me what you feel about me?
When did you'll see you're hurting me with all this ambiguity you put me throw?

sábado, 16 de agosto de 2008

Se as dúvidas fossem colesterol já tinha tido um enfarte (e 5 tromboses)

A cada dia que passa mais um bocadinho de mim morre.

Tudo funciona como se as dúvidas que me atormentam fossem colesterol. E feitos os testes acho que os meus níveis devem estar no máximo.

Cada pedacinho de colesterol (dúvida) que circula em mim volta e meia entope uma veia (característica minha) e mata os tecidos circundantes por falta de suprimento das suas necessidades… E lá morre mais um pedacinho da minha auto-estima!

Começo a temer pela minha saúde, que nos últimos tempos as dúvidas são tantas que se um dia se juntam todas vão formar um coágulo tão grande que ainda me provoca um enfarte do miocárdio e lá vai a Ju desta p’ra melhor.

E lá andava eu toda contente por achar que algumas dúvidas existências da minha pessoa já se haviam dissolvido na corrente quando elas voltam à circulação como se estivessem este tempo todo simplesmente coladas numa parede qualquer de um vaso menos importante e mais escondido. Mas porque é que certos fantasmas teimam em voltar do passado, ora bolas!

E juro que não é inveja, mas a felicidade de certas pessoas que me fizeram infeliz desperta em mim uma sensação de injustiça tão grande que me revolve as entranhas e liberta todos os coágulos escondidos e surge a célebre questão, rodeada de um letreiro luminoso, colorido e com sinais sonoros que torna impossível que passe indiferente – Será que o problema é meu? Sou eu? (Ás tantas é a porcaria do meu campo electromagnético que agora além de apagar candeeiros só atraí gente errada e repudia a certa)

Queria que fosses o meu “Esterol vegetal” e me ajudasses a reduzir o meu “colesterol”. Queria de novo sentir-me confiante, regenerar as células mortas da minha alma e recuperar a minha auto-estima que se vai dissolvendo dia após dia.

Queria que percebesses que és o remédio para o meu maior mal (que sou eu mesma)!



Será que um dia vou fazer desaparecer o coágulo da dúvida do que sentes por mim?

sábado, 9 de agosto de 2008

Em toda a parte

A distância é um fogo
Onde vou chegar
Num abraço fechado
Para te levar

Por campos abertos
Por onde puder
Levar-te por dentro
Pra não te perder

Nem com mil tormentas
Que arrasem o mundo

Em qualquer lado
Onde quer que eu vá
Levo no corpo o desejo
De te abraçar

Em toda a parte
Onde quer que o sonho me leve
Hei-de lembrar-me de ti

Por outros caminhos
Hei-de vaguear
Num abraço fechado
Para te levar

E há uma canção
Que um dia aprendi
Eu hei-de cantá-la
A pensar em ti

Em qualquer lado
Onde quer que eu vá
Levo no corpo o desejo
De te abraçar

Em toda a parte
Onde quer que o sonho me leve
Hei-de lembra-me de ti

Mafalda Veiga - Em toda a parte



Porque "em toda a parte" me lembro de ti e "onde quer que eu vá levo no corpo o desejo de te abraçar! E eu bem queria que o meu coração ficasse sossegadinho e em stand by até perceber o que sentes por mim, mas não há meio de ele não bater apressado... E não há meio de não me lembrar de ti, "onde quer que o sonho me leve hei-de lembrar-me de ti"!

sábado, 26 de julho de 2008

Tantas perguntas e tão poucas respostas...

Dizem-me que o que sinto cresceu devido à necessidade de me prender a alguém, que não está directamente relacionado com as características da outra pessoa mas sim com as minhas. Dizem-me que não tem nada a ver com eu acreditar que ele é "perfeito" para mim, mas sim com o facto de ele ter aparecido numa altura em que me trouxe a atenção que eu precisava.

E eu ouço-os... Com o meu coração a contorcer-se e a minha mente a ponderar na veracidade de tais afirmações! O coração quer-lo, o meu corpo estremece de antecipação a cada toque casual, mas a minha mente não pára de se questionar e de me deixar louca.

Será que o que sinto é menos intenso, ou menos real, por ele ter aparecido numa altura em que precisava dele? Será que o facto do meu coração bater mais apressado cada vez que penso nele é só porque sinto uma necessidade de encontrar alguém que me complemente? Se assim for então nunca gostarei de ninguém verdadeiramente, porque acho que faz parte da minha essência querer amar, querer ser importante e fazer parte de alguém...

Como pode não ser real o que sinto, ou pouco verdadeiro? Como pode ser superficial ou ingenuidade minha? Talvez seja, talvez tenha sido precipitada, talvez tenha dado rédea solta ao meu coração, talvez nem o conheça assim tão bem como devia.

Mas não consigo, não dá para controlar o bater do meu coração apressado, os sonhos que teimam em povoar as minhas noites, os meus dias. E fecho os olhos e vejo o seu olhar doce, o seu sorriso; fecho os olhos e sinto a arder em mim o desejo de ter os seus braços à minha volta, de finalmente sentir o toque dos seus lábios nos meus.

Mas as dúvidas atormentam-me... e se ele é só extremamente amável comigo por simpatia e nada mais, e se eu estiver a interpretar mal os sinais que afinal não são sinais nenhuns, e como é que eu sei que ele também sente o mesmo? Como sei se ainda é cedo demais? Como sei se lhe devo dizer o que sinto? Como sei se ele se vai afastar de mim se lhe contar o que sinto?

E estou a passar por aquela fase do sofrimento por antecipação, eu que normalmente costumo ser do grupo de optimistas que é feliz por antecipação! E como pode não ser profundo o que sinto se a dor de que o meu sonho não se realize me revolve as entranhas e me nubla os olhos...

E continuo à espera, que ele entenda os meus gestos subtis, as minhas palavras amáveis, os meus convites para estarmos juntos e me dê um sinal, uma pista, que me tire desta incógnita que me faz sentir como se um rio sem ponte me separasse da margem onde se desenrola a vida que eu quero viver!



Sê bonzinho comigo, lança-me uma corda, enlaça-me e deixa-me caminhar contigo na nossa margem...

quarta-feira, 9 de julho de 2008

. . .



Parece que ainda não foi "hoje" (ontem)! Sigh.gif (suspiro)


sexta-feira, 4 de julho de 2008

Queria dizer-te que...

... por estranho que te possa parecer, tenho saudades tuas!







Inspira, expira, inspira... Mantém a calma, a fé, quem sabe se ele também não sente a minha falta!

segunda-feira, 30 de junho de 2008

Make my dream come true

My mind has words like a crowd

Full of words

Words I can’t say out loud

My heart is an unexplored land

I lost myself

On the emotions I don’t understand

My life has a million secrets in balance

Mysterious hopes

Like the wishes I kept in silence

My mouth can’t wait to do

No more

The kisses I want give to you

My soul already belongs to a special guy

And to him

Make promises whispered to the sky

My happiness belong to my dreams with you

Sweet dreams

I really hope they come true

Just give me a simple smile

Just hold me a little more tie

If you open your heart

I promise that will be the start

I will give you all I can be

If you're not afraid to be my destiny

Just let me hold your hand

Just be my man



Don't let me watch another sunset all alone...

terça-feira, 17 de junho de 2008

Saudade de um sonho à espera de acontecer

Como posso eu sentir a tua falta se os nossos corpos nunca se tocaram, se os nossos olhares nunca trocaram promessas e se os nossos lábios nunca trocaram carícias?

Como posso sentir que as tuas impressões digitais estão marcadas na minha pele tal qual assinatura mostrando que sou tua, se nunca me mostraste que me querias ter?

E o sonho que tive na outra noite tem-se tornado num sonho recorrente, apenas com algumas alterações. À medida que as noites vão avançando as tuas mãos vão conhecendo melhor o meu corpo, antecipando com toques murmurados os meus mais secretos desejos.

E é povoada com as recordações deste sonho que a minha mente vai passando os dias. E sonhando acordada vivo na esperança que um dia, tal como no sonho, te aproximes de mim lentamente, como que a medo, como que me testando, e a tua mão, numa tímida demonstração de afecto fique descansando na minha. Então irás perceber que não me afastei, que os meus olhos não se desviaram dos teus, que há muito esperei para te encontrar e que agora que te encontrei quero que me tomes nos braços, que faças os meus dias ganharem novas cores.

Um dia virás a medo, mas descobrirás que sou tua assim como o meu coração.

Nesse dia não precisaremos de palavras e num abraço apertado matarei as saudades que os meus sonhos me deixaram de ti…


segunda-feira, 16 de junho de 2008

A memória e os aromas

Por certo que já aconteceu à maioria das pessoas que um aroma desperte memórias, quer de pessoas, quer de lugares ou momentos.

Hoje a lembrança de uma pessoa perseguiu-me e só ao fim do dia percebi porquê!

Para onde quer que me virasse sentia no ar um aroma que não me deixava esquecer momentos que, não tendo acontecido mas povoarem os meus sonhos, faziam nascer em mim uma terrível sensação de nostalgia.

E lá andava eu nostálgica sem perceber de onde provinha o perfume que tanto me atormentava.

Cada vez que me aproximava dos detergentes associava o perfume talvez ao cheiro da tua roupa, mas mesmo longe daquela secção o cheiro estava impregnado na atmosfera que me rodeava de lembranças. E então percebia que nem o teu cheiro conhecia. Então porque me fazia recordar de ti aquele aroma?

Remoí e remoí, pensei e procurei perceber o porquê de sentir que me perseguias. E então fez-se luz nesta minha cabecinha massacrada com sonhos que aquele cheiro persistente fez surgir na minha mente tão vivamente que sentia como se as tuas mãos afagassem os meus cabelos, como se os teus lábios se recostassem nos meus entregando-me o beijo que em sonhos te prometi. A culpa foi toda daquela pequenina amostra de perfume que perfila em frente ao meu espelho e que esta manhã resolvi usar em substituição ao meu usual perfume. E porquê? Ao chegar a casa de mais um dia de trabalho, recostei-me na minha cama e percebi que esse perfume é o que coloquei no ursinho que me faz companhia todas as noites (sim, tenho 21 e durmo com um ursinho… lol) e ao qual me abraço a pensar em ti.

Nessa noite voltei a sonhar contigo. Mas desta vez tinhas rosto!

Aproximavas-te de mim lentamente, com esse teu olhar de admiração com o qual me fazias sentir perfeita. Olhavas-me nos olhos e sorrias. Depois aproximavas-te mais um pouco, tão perto que quase sentia a tua respiração. A tua mão lentamente tocava o meu rosto, e então embevecida no momento reclinava a minha cabeça na direcção da tua mão e semicerrava os olhos. Então percebias que há muito que sou tua.

O teu braço rodeava-me a cintura, e num abraço de saudade e compreensão mutua de desejo fundíamo-nos num beijo apaixonado que há muito tempo as nossas bocas procuravam… Depois deixavas-me descansar a minha cabeça no teu ombro, enquanto percebia que tinhas a altura perfeita e que nunca me tinha sentido tão confortável num abraço tu sussurravas-me ao ouvido que sempre sonhaste comigo.


Este texto é dedicado ao meu amiguinho Marco, não por ser o protagonista do meu sonho... lol Porque não é! Mas porque no meio de uma conversa sobre sonhos me desafiou a postar aqui no blog o próximo sonho que tivesse.
Bem Marco, aqui está! =)

segunda-feira, 26 de maio de 2008

“Us”, the missing word…

An important day is coming... And with them the sadness of don’t share it with you.

So much happened, and now I think none of us knows what to say to each other!
Maybe I’m to broken to talk, maybe you are to mad at me to say anything… Maybe there is no more left to say…

No, that can’t be true… There’s so much I have to say to you!

If you realize what I really feel for you, your world wouldn’t be the same…
If you realize how much I miss you, you wouldn’t look to the hours in same way you do now…
If you realize you mean the world to me, you’ll see the stars shine the same way I do!
My world stops spinning when you’re around…
My life loses a big amount of meaning when you’re gone…
Now there I don’t have you (and I never had) my dreams fall apart…

My heart was broken in a thousand peaces and I think some of them stay with you, because when I try to put myself together I find a hole right in the centre of my soul!

You don’t need to feel guilty! All of this is my fault… I’m the one who let my heart be free to choose you; I’m the one who make castles in the air; the one who dreamed awake…
But I can’t carry all the blame of my sadness!
You were a little too selfish…
You were a little too insensitive…
You hurt me when you doesn’t believe and respect my feelings for you!

And then, I dressed myself with my pried and I didn’t talk to you again… I was smiling in the outside but crying a river on the inside… I put my coat made of stubbornness and I broke the little string that keeps us together...

“Us”, the missing word… The word that has the power of make me dream… The most powerful word to me, the one o controls my fairytale world… I need to find it because it is the key to the kingdom I belong, where I’m an elf, when I’m my truly me…

And today I’m full of hope, like I have to be… Too many tears have been already cried… I need to believe that someday the things will change; someday I will tell you right looking through your eyes everything I dream for us… But today, I just can write, so I’m writing to you, the one who I realize I love more and more everyday…

I know I have to forget this felling, I know you never felt the same for me. But I’m full of faith; I know someday we’ll be friends again… and who knows, maybe more than that…

segunda-feira, 5 de maio de 2008

You're everything I want

Porque me partiste o coração mas eu continuo a amar-te...
Porque começo a desconfiar que devo ser masoquista, ou não te tinha entregue o meu coração...
Porque neste momento te quero longe e ao mesmo tempo tão perto...
Porque estou mais magoada do que algum dia estive...
Porque no fundo acreditei verdadeiramente que as coisas pudessem ser diferentes...
Porque descobri que sou mais eu quando estou contigo...
Porque és teimoso...
Porque me fizeste ser mais orgulhosa que nunca...
Porque me fizeste gostar de mim e abrir os olhos para o meu valor...
Porque no fundo os meus amigos (e os teus) devem ter razão quando dizem que não me mereces...
Porque acreditei que um dia abririas o teu coração para mim...
Porque acreditei que as coisas faziam mais sentido se ficassemos juntos...
Porque entraste na minha vida com o teu jeitinho especial de me tirar do sério e mudaste as coordenadas do meu destino...
Porque sabia que ia ser difícil mas ter-te ao meu lado compensava tudo...
Porque me sentia completa quando sentia os teus braços à minha volta...
Porque sinto a tua falta...
Porque a adrenalina das nossas "discussões" fazia-nos diferentes e especiais...
Porque nunca tive uma relação assim com ninguém...
Porque partilhei contigo coisas que só nós sabemos...
Porque ver-te sorrir me aquece o coração...
Porque quero que sejas feliz...
Porque por mais que te queira odiar só te amo cada vez mais...
Porque mesmo que não acredites no que sinto, o sentimento está em mim e não o consigo mudar...
Porque serás sempre especial...
Porque há tanto que não te disse...
Porque há tanto de ti que ainda queria conhecer...
Porque aceitei os teus defeitos...
Porque vai ser difícil ter-te longe...
Porque não consigo pensar em falar-te sem que os meus lábios se inundem de sentimentos que não queres ver...
Porque a tua indiferença me marcou...
Porque foste o responsável por me abrir o coração que há muito não batia apressado...
Porque és tanto do que queria ao meu lado...
Porque me inspiraste e escrevi pra ti o que quem sabe um dia te irei cantar...
Porque já não sei se a música ainda faz sentido pois não sei se te quero embora te ame mais do que devia...
Porque quero partilhar mais uma criação minha...
Porque...
You're everything I want

Everybody say to me
You’re not the one
Everybody say to me
I must give up
But I’ll scream out loud
Until I have no voice
I can’t give up from you
I don’t have that choice

My heart already love you that much
My body already misses your touch
My life is not the same without you
Please just understand how much I want you

I know I’m not the one you love
But let me say I love you so
How can I not feel this for you?
When you’re everything I want to…
You’re everything I want to!

Everybody say to me
You’re already taken
Everybody say to me
Your heart is full
But I’ll scream out loud
Until they can’t doubt no more
Someday you’ll be mine
That I am sure

Your arms feel so nice around me
Your head feel so good on my neck
Someday you will love me
And don’t want her love back

I know I’m not the one you love
But let me say I love you so
How can I not feel this for you?
When you’re everything I want to…
You’re everything I want to!

Everybody say to me
I must be crazy
Everybody say to me
I’ll lose this fight
But I’ll scream out loud
Until you hear this song
And realize my love
I’ll never let you feel alone!

I know I’m not the one you love
But let me say I love you so
How can I not feel this for you?
When you’re everything I want to…
You’re everything I want to!



quinta-feira, 10 de abril de 2008

Num daqueles dias...

Quero escrever!

Hoje estou num daqueles dias em que sinto a cortante necessidade de debitar para um qualquer papel todos os pensamentos e sentimentos que me entorpecem os sentidos e me confundem a mente.

Mas está difícil!

Vários rascunhos e gatafunhos de palavras e frases pela metade vão sendo deixados para trás à medida que percebo que são mais uma tentativa falhada de tornar tangível aquilo que me transtorna o espírito.

Hoje estou num daqueles dias!
Não um dia sem inspiração, porque isso seria ficar sem palavras. Mas num dia em que a afluência de ideias e conceitos é tamanha que a velocidade restrita do meu corpo em relação à minha mente se torna no meu verdadeiro problema...

Queria escrever para ti, que provavelmente não me vais ler!
Houve pessoas especiais na minha vida que me inspiraram a escrever poesia, ou as letras para as melodias que ecoavam na minha cabeça. Hoje já tentei escrever poesia, em português, até em inglês. Mas apenas saía uma vaga de palavras que ia rebentando contra o meu crânio qual torrente de ondas de tempestade rebentando contra os rochedos de uma qualquer praia. E fico assim, confusa, porque tu, és tão merecedor de um poema ou de uma música como as restantes pessoas importantes da minha vida, provavelmente, até mais merecedor...

Decididamente hoje quero escrever. Quero tanto escrever que luto com todas as forças na tentativa de conseguir organizar as palavras que te quero dizer.

E que te quero dizer? (E a torrente aumenta, a minha cabeça ameaça ceder sobre a pressão de milhares de pensamentos que me assolam) Tanta coisa, o que penso, o que sinto, o que és para mim, as minhas dúvidas, os meus medos, os meus planos, tanto, tanto que me fogem as palavras que de repente se tornam vãs e escorregadias...

Confusão, por teres deixado tanto dentro de mim que transborda a barreira da compreensão!

Raiva, por não me conseguir focar no que te quero dizer por a tua lembrança me deixar perdida!

Angústia, por sentir que te perdi mesmo sem nunca te ter tido e não conseguir contar-te a minha mágoa!

Cansaço, por não conseguir dizer-te o que quero e ser teimosa até à exaustão!

Frustração, por estar num destes dias, em que tanto te quero dizer e as palavras teimam em se atropelar e tornar o meu discurso incompleto!

Simplesmente estou num destes dias em que te quero tanto que doí.
Simplesmente estou num destes dias em que os sentimentos se inflamam à minima lembrança tua.
Simplesmente estou num destes dias em que não consigo falar mas insisto, porque me ensinaste a ser dura, a não desistir, me lembraste que sou teimosa...

Oh... Como é simples o que te quero dizer se não racionalizar, se simplesmente deixar os meus lábios tocarem o teu rosto com todo o carinho que inunda cada poro da minha pele.

Todas as minhas células clamam por ti, toda eu reclamo a saudade que deixaste em mim. Toda a minha alma chora a esperança que feriste com as tuas lágrimas...

Queria gritar-te que te quero mais que toda a teimosia que tens!
Queria sussurrar-te que te admiro mais que toda a bondade que sentes!
Queria lembrar-te com um beijo que tudo o que sou te queria entregar!
Mas não tenho palavras, estou num daqueles dias em que a expressão do que sinto está frouxa, não tem profundidade suficiente para ser capaz de te fazer imaginar a grandiosidade do meu sentimento...

Definitivamente estou num daqueles dias... em que percebo que estou terrivelmente apaixonada!

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Cartas em pedaços... Retalhos da alma...

"(...)Fecho os olhos (...) sinto nas minhas costas o frio daquela parede de cimento, de tinta branca acinzentada pelo tempo e no meu colo tenho pousada uma cabeça. A minha mão direita é tacteada por uma mão de dedos compridos, de pianista, e a minha mão esquerda controla-se para não afagar aqueles cabelos escuros que descansam no meu regaço. Ainda ouço aquele silêncio, não um silêncio constrangedor, mas o silêncio carinhoso entre duas pessoas que ingenuamente se deliciam, mesmo não o compreendendo, no doce momento de estar acompanhado por alguém que lhes é tão especial. Depois abro os olhos e tu não estás aqui.(...)
Sinto-me perdida sem ti... E o caminho para me encontrar parece-me tão longo para o percorrer sozinha!(...)"

Extracto de uma carta escrita há tanto tempo que parecem anos,
mas não há demasiado tempo que a minha alma não se lembre da dor...

quinta-feira, 3 de janeiro de 2008