Porque por mais semelhantes que dois dias possam ser há sempre uma mínima diferença que o torna uma nova aventura... Porque viver é uma aventura!
E sai um pensamento fresquinho...
terça-feira, 15 de abril de 2008
Tears Dry on Their Own - Amy Winehouse
All I'll can ever be to you
Is a darkness that we know,
And this regret I got accustomed to.
Once it was so right
When we were at our high,
Waiting for you in the hotel at night.
I knew I hadn't met my match,
But every moment we could snatch,
I don't know why I got so attached.
It's my responsibility,
And you don't owe nothing to me,
But to walk away I have no capacity.
He walks away,
The sun goes down,
He takes the day but I'm grown
And in your way,
In this blue shade
My tears dry on their own.
I don't understand,
Why do I stress a man,
When there's so many bigger things at hand,
We could've never had it all,
We had to hit a wall,
So this is an inevitable withdrawal.
Even if I stop wanting you
A perspective pushes true,
I'll be some next man's other woman soon.
I couldn't play myself again,
I should just be my own best friend,
Not fuck myself in the head with stupid men.
He walks away,
The sun goes down,
He takes the day but I'm grown
And in your way,
In this blue shade
My tears dry on their own.
So we are history,
Your shadow covers me,
The sky above
A blaze
He walks away,
The sun goes down,
He takes the day but I'm grown
And in your way,
In this blue shade
My tears dry on their own.
I wish I could say no regrets,
And no emotional debts,
Cause as we kiss goodbye the sun sets.
So we are history,
Your shadow covers me,
The sky above a blaze that only lovers see.
He walks away,
The sun goes down,
He takes the day but I'm grown
And in your way,
In my blue shade
My tears dry on their own.
He walks away,
The sun goes down,
He takes the day but I am grown
And in your way,
My deep shade,
My tears dry on their own.
He walks away,
The sun goes down,
He takes the day but I'm grown
And in your way,
My deep shade,
My tears dry...
quinta-feira, 10 de abril de 2008
Num daqueles dias...
Hoje estou num daqueles dias em que sinto a cortante necessidade de debitar para um qualquer papel todos os pensamentos e sentimentos que me entorpecem os sentidos e me confundem a mente.
Mas está difícil!
Vários rascunhos e gatafunhos de palavras e frases pela metade vão sendo deixados para trás à medida que percebo que são mais uma tentativa falhada de tornar tangível aquilo que me transtorna o espírito.
Hoje estou num daqueles dias!
Não um dia sem inspiração, porque isso seria ficar sem palavras. Mas num dia em que a afluência de ideias e conceitos é tamanha que a velocidade restrita do meu corpo em relação à minha mente se torna no meu verdadeiro problema...
Queria escrever para ti, que provavelmente não me vais ler!
Houve pessoas especiais na minha vida que me inspiraram a escrever poesia, ou as letras para as melodias que ecoavam na minha cabeça. Hoje já tentei escrever poesia, em português, até em inglês. Mas apenas saía uma vaga de palavras que ia rebentando contra o meu crânio qual torrente de ondas de tempestade rebentando contra os rochedos de uma qualquer praia. E fico assim, confusa, porque tu, és tão merecedor de um poema ou de uma música como as restantes pessoas importantes da minha vida, provavelmente, até mais merecedor...
Decididamente hoje quero escrever. Quero tanto escrever que luto com todas as forças na tentativa de conseguir organizar as palavras que te quero dizer.
E que te quero dizer? (E a torrente aumenta, a minha cabeça ameaça ceder sobre a pressão de milhares de pensamentos que me assolam) Tanta coisa, o que penso, o que sinto, o que és para mim, as minhas dúvidas, os meus medos, os meus planos, tanto, tanto que me fogem as palavras que de repente se tornam vãs e escorregadias...
Confusão, por teres deixado tanto dentro de mim que transborda a barreira da compreensão!
Raiva, por não me conseguir focar no que te quero dizer por a tua lembrança me deixar perdida!
Angústia, por sentir que te perdi mesmo sem nunca te ter tido e não conseguir contar-te a minha mágoa!
Cansaço, por não conseguir dizer-te o que quero e ser teimosa até à exaustão!
Frustração, por estar num destes dias, em que tanto te quero dizer e as palavras teimam em se atropelar e tornar o meu discurso incompleto!
Simplesmente estou num destes dias em que te quero tanto que doí.
Simplesmente estou num destes dias em que os sentimentos se inflamam à minima lembrança tua.
Simplesmente estou num destes dias em que não consigo falar mas insisto, porque me ensinaste a ser dura, a não desistir, me lembraste que sou teimosa...
Oh... Como é simples o que te quero dizer se não racionalizar, se simplesmente deixar os meus lábios tocarem o teu rosto com todo o carinho que inunda cada poro da minha pele.
Todas as minhas células clamam por ti, toda eu reclamo a saudade que deixaste em mim. Toda a minha alma chora a esperança que feriste com as tuas lágrimas...
Queria gritar-te que te quero mais que toda a teimosia que tens!
Queria sussurrar-te que te admiro mais que toda a bondade que sentes!
Queria lembrar-te com um beijo que tudo o que sou te queria entregar!
Mas não tenho palavras, estou num daqueles dias em que a expressão do que sinto está frouxa, não tem profundidade suficiente para ser capaz de te fazer imaginar a grandiosidade do meu sentimento...
Definitivamente estou num daqueles dias... em que percebo que estou terrivelmente apaixonada!
quinta-feira, 3 de abril de 2008
Viagem a outros tempos...
Finalmente sentei-me. Hoje o comboio ia completamente cheio, não cabia mais viv'alma. No entanto lá chegando a uma certa estação, pelos vistos muito concorrida, a carga foi aligeirada e lá se vislumbraram alguns lugares vazios.
Segundo o termómetro do comboio estão 24ºC. no exterior, são 19:37.
Números...
Como os números são exactos. E não podem ser outra coisa!
Com as palavras é diferente. Há palavras com imensos significados!
Os humanos serão mais números ou mais palavras?
Obviamente não serão números, estes são demasiado "simples".
Mas mesmo a complexidade das palavras não consegue reflectir toda a essência e emaranhado de significados e definições de uma pessoa.
Começo a concordar cada vez mais, com quem me disse um dia, que somos todos equações, um conjunto de números e letras que se vão igualando, com porções que vão mudando de parcela assim como na vida damos e recebemos.
Qual será a outra parte que completa a equação da minha vida?
Será que é a tua equação que se junta à minha para que, qual sistema perfeito, encontremos uma solução?
Há quem me fuja, mas nunca vá muito longe... Penso que têm medo de descobrir que a minha equação os completa. Mas desistem à primeira avaria da calculadora. Saltam fora da aula de matemática e levam com eles a equação para a tentarem resolver noutro lado!
Comodistas! Lá porque tem de ser resolvida à mão não significa que a resolução é impossível. É mais difícil, é verdade. Mas não é impossível!
Dá-me a tua mão! Sê teimoso como eu... Vamos juntar os nossos números e as nossas letras e igualar este limite (de vida) ao infinito...
domingo, 16 de março de 2008
Há dias assim...
Olho e já não vejo amigos que tive!
Simplesmente porque há coisas que ficam no passado...
Espero, mas nada regressa!
Simplesmente porque há pessoas que vão...
E já não consigo pedir-lhes que fiquem!
Simplesmente porque há gestos que marcam...
E recordo-os todas as noites até à exaustão!
Simplesmente porque há palavras que ferem...
E os meus ouvidos nunca conseguem fugir de ouvi-las!
Simplesmente porque há alturas erradas...
Mas não deixam de ser as pessoas certas!
Simplesmente porque há a altura certa...
E a minha ainda não chegou!
Simplesmente porque há cartas já escritas...
E nunca as irei enviar!
Simplesmente porque há dias de solidão...
E já não tenho um abraço sentido!
Simplesmente porque há pedras no caminho...
Mas o meu castelo não tem habitantes!
Simplesmente porque há lágrimas nos meus olhos...
Porque há dias que nos foge o sorriso, porque há dias assim!
Se eu fosse...
seria o cacau, de onde resulta o bom chocolate
Se eu fosse um animal
seria um gato, independente e misterioso
Se eu fosse uma casa
seria a minha casa de sonho, no Porto
Se eu fosse um país
seria a Irlanda, com os seus gnomos, o seu folclore e as lindas paisagens
Se eu fosse um meio de transporte
seria uns patins, ecológicos e divertidos
Se eu fosse uma sobremesa
seria um gelado, um swirl de preferência :P
Se eu fosse um elemento químico

Seria o oxigénio, para que não pudesses viver sem mim ^^
Se eu fosse uma paisagem

seria um campo de flores junto ao mar
Se eu fosse um objecto
seria uma carta, intima e cheia de sentimento
Se eu fosse uma palavra
seria o "nós", porque não há nada melhor que ter com quem partilhar
Se eu fosse um sentimento
seria a saudade, porque é bom sentir que algo nos marcou
Se eu fosse um gesto
seria o "Romantismo", porque sou uma tontinha romântica
Se eu fosse um filme
seria o P.S. I love you, porque acredito num amor assim
Se eu fosse uma estação do ano
seria o outono, pelas cores, pelo cheiro a terra molhada e pelas poças de água onde adoro chapinhar porque todos têm um lado criança
Se eu fosse uma cor

seria o violeta, cor suave e calma, mistura do vermelho cor da paixão e do azul cor da lucidez
terça-feira, 11 de março de 2008
quarta-feira, 5 de março de 2008
Transformação facial
E este é o resultado de quando me dá para fazer experiências...
Usei este site: Face to the future
Divirtam-se ;)
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008
Na maré das músicas romélicas ^-^
Espero que gostem :P
"My confession"
I don’t really know you well
But I have something to say
You inspire my songs
You make me fly away
Five o’clock in the morning
You don’t get out of my mind
And the reason why
Is what you’re about to find
This couldn’t be happen
I think I’m getting crazy
I was so naïve
I let my heart be lazy
I can’t go back in time
So what can I do now?
I fall in love with you
And I actually don’t know how
I think we have to talk
Now you know what I feel for you
I truly want know
If you love me too
We can be happy together
Say you will stay with me
If you believe in destiny
You will know this is meant to be
I want know you better
And I have one more thing to say
I really love you
And couldn’t be other way
You inspire my songs
You make me fly away
I really love you
And couldn’t be... other way!
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008
My love song
Espero que gostem!
"Distant"
We are apart
You’re so distant
I’m so far
But we can be together
If you want
Just hold my hand
And listen this song
Chorus:
Why don’t you try?
Why you keep running from me?
I know you don’t want to make me cry
So I have to say: Sorry!
Cause I don’t want to give up from you
You’re just everything I dream
I know you want me too
But you’re so scared you almost scream
I am here
What should I do?
To let you know
How much I need you
My broken heart
My lonely hand
I want you
To be my men
To hold me when I’m down
To make me smile when I’m sad
And I’m so tired
To feel my heart dead
Chorus
Let me show to you
I could make you fly
I will give you my wings
I will love you all my life
I just ask you for one chance
I promise I won’t let you down
And I won’t give up
I won’t give up
I want you
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008
Tsubasa Reservoir Chronicles
E como me passavam a vida a falar de animes, decidi à uns tempos procurar uns fóruns sobre isso e comecei a fazer o download dos episódios de uma série!
O resultado foi que me apaixonei por aquela história e por aqueles bonequinhos tão bonitinhos...
E por isso deixo aqui um link para o fórum para os que possam ter ficado interessados: Anime






sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008
Cartas em pedaços... Retalhos da alma...
Sinto-me perdida sem ti... E o caminho para me encontrar parece-me tão longo para o percorrer sozinha!(...)"
quinta-feira, 3 de janeiro de 2008
domingo, 30 de dezembro de 2007
Quando... será...
Quando um só sorriso muda todas as coordenadas do meu universo e me deixa a vaguear ao sabor da corrente...
Quando um só sussurro me arrepia a pele e faz nascer em todos os poros do meu ser um desejo de partilha...
Quando uma lágrima rola e se torna incompreensível o motivo da sua queda...
Será a felicidade de um novo desejo de entrega?
Será o terror da novidade que mostra a possibilidade de chegar ao céu ou a um abismo?
Será a torrente de sorrisos que inexplicavelmente me assola os lábios à mínima lembrança tua?
Será o descontentamento que aflora por não saber se me queres?
E a lágrima divide-se, entre felicidade e tristeza, e continuará a rolar no meu rosto até que o calor da tua mão a evapore, até que me tomes nos braços e faças minha alma elevar-se...
Quando um só olhar, quando um só sorriso, quando um só sussurrar...
Quando entrares na minha vida, para nunca mais a deixar!
sábado, 29 de dezembro de 2007
Better Together
Espero que o novo ano me ajude a fazer com que esta aventura se torne numa vitória pra muitos anos...
Porque deixei o meu coração aventurar-se...
Porque encontrei o impulso necessário para o deixar lançar-se numa nova conquista...
Porque sinto que somos melhor quando estamos juntos :)
Porque me sinto feliz por me sentir assim... Porque estou apaixonada e quero gritar isso ao mundo!
Obrigada por seres do jeitinho que és!
terça-feira, 18 de dezembro de 2007
Encontra-me
Sinto-me encharcada até aos ossos de sentimentos dos quais não me consigo livrar.
Deixei-te entrar no meu cósmico universo de conclusões que se tornaram inatingíveis!
Partilhei contigo sensações guardadas em grutas do meu ser inacessíveis!
E agora que escancarei minha alma a outra humana criatura...
Que desvendei minha identidade registada em partitura,
Que toquei a minha música e me tornei em sinfonia,
Sei que nunca me irei arrepender desse dia!
Vou igualar nossos números ao infinito.
Calcular a verdade deste mito.
Vou resolver a matemática deste sentimento
Para poder eternizar cada momento!
As portas de uma nova equação foram me mostradas,
Eu entrei por entre cálculos e resoluções nunca encontradas
E descobri o sentido do que se encontrava dentro de mim escondido...
Tu és o meu sistema que julguei à muito tempo perdido!
Quero continuar a desvendar-te os meus segredos.
Quero partilhar contigo todos os meus secretos medos.
Quero explorar todos os teus sonhos e fantasias...
Quero querer-te todos os dias!

Escrito por moi a pensar em alguém muito special to me :)
quinta-feira, 6 de dezembro de 2007
Quero-te?
Um mês?
Dois...
Três...
E quantos mais?
Quanto tempo uma memória durará?
Quantos vezes se repete até a erosão do uso a apagar?
Quantas lágrimas são precisas para a afogar?
A revolta tolda os sentidos...
...
Amigos...
Abandonados?
Perdidos?
Um lamento...
Uma lágrima...
Um momento...
Uma sucessão de palavras sem conteúdo...
Amor mudo!
A oportunidade
De uma vida
Uma saudade
Escondida!
A dor que me impele pra frente,
O caminho que se mostra urgente,
A decisão de não abandonar...
E a vontade de gritar!
Quero o que não sei pedir...
Quero-te...
quinta-feira, 22 de novembro de 2007
Ilusão d'óptica
quarta-feira, 21 de novembro de 2007
Um destes dias...
I didn't notice
But I didn't care
I tried being honest
But that lead me nowhere
I watched the station
Saw the bus pulling through
And I don't mind saying
A part of me left with you
One of these days
I won't be afraid of staying with you
I hope and I pray
Waiting to find a way back to you
‘Cause that's where I'm home
Did I make you nervous?
Did I ask for too much?
Was I not deserving one second of your touch?
One of these days
I won't be afraid of staying with you
I hope and I pray
Waiting to find a way back to you
‘Cause that's where I'm home
What would you do if I could have you?
Oh if I could
I'd let you feel everything I'm thinking
Wouldn't that be nice?
One of these days
I won't be afraid of staying with you
(One of these days - Michelle Branch)
terça-feira, 20 de novembro de 2007
sexta-feira, 16 de novembro de 2007
Porque a saudade é cada vez maior...
If I had to live without you
What kind of life would that be
for a while, I need you in my arms
Need you to hold
You're my world, my heart, my soul
If you ever leave
Baby you would take away everything good in my life
And tell me now
How do I live without you
I want to know
How do I breath without you
If you ever go
How do I ever, ever survive
How do I
How do I
Oh, how do I live
Without you, there would be no sun in my sky
There would be no love in my life
There would be no world left for me
And I, oh Baby, I don't know what I would do
I'd be lost if I lost you
If you ever leave
Baby, you would take away everything real in my life
And tell me now
How do I live without you
I want to know
How do I breath without you
If you ever go
How do I ever, ever survive
How do I
How do I
Oh, how do I live
Please tell me baby...
If you ever leave
Baby, you would take away everything
Need you with me
Baby, don´t you know that you´re everything good in
my life
And tell me now
How do I live without you
I want to know
How do I breath without you
If you ever go
How do I ever, ever survive
How do I
How do I
Oh, how do I live
(How do I live - LeAnn Rimes)
terça-feira, 6 de novembro de 2007
A outra porta
O partir dos sonhos
Um a um foram-se misturando aos resíduos líquidos de uma sociedade muito pouco sólida.
No meio da imensidão de detritos tornaram-se unos com o fundo onde se embrenharam.
Sumiram, sucumbiram ao cheiro nauseabundo dos esgotos de mentiras e falsidades que entram e saem da boca desta assembleia humana cada vez mais desumana.
Está a chover! Afinal não, é só mais um cano roto vindo dos telhados de vidro desta vizinhança que é o universo.
Como anseio pela chuva! Não as chuvas ácidas formadas pela evaporação dos sonhos gotejantes que se corromperam e dissiparam das mentes dos puros por serem demasiado verdadeiros para esta multidão hipócrita que se cruza no nosso caminho diariamente.
Quero a chuva que lava a alma, a chuva que purifica, que nos relembra a limpeza e integridade, que nos entrega a felicidade de não ter vergonha de sonhar!
segunda-feira, 22 de outubro de 2007
Teimosia...
Já te disse que tens de passar mais depressa quando estou assim, porque teimas em fazer sempre o contrário do que te peço?
Parece mesmo de propósito. Parece que gostas de me ver assim!
É nestes dias em que se olha para trás e se sente que se está parado há demasiado tempo... Gostava de me ter afastado, de não ter sido aquela fraca e moldável á tua vontade... Agora passo o tempo a pensar em ti, maldito tempo que não me sais da cabeça.
Parece que só me dá para escrever quando o tempo me comanda. Quando me tira as forças e as gotas recomeçam a rolar... Já nem sei bem porque... Simplesmente porque estou cansada da tua teimosia!
Já te esqueci, mas a tua recordação teima (como a tua teimosia me revolta) em voltar para assombrar os meus dias e todos os recantos do meu humilde ser...
Porque tenho pernas mas elas não me podem levar até ti...
Porque tenho olhos mas vejo-te até com eles fechados...
Mesmo quando não estás ouço a tua voz, sinto o teu perfume, o teu toque...
Mas tu és só tempo, não tocas, nem tens cheiro... Mas a tua teimosia personifica-te, torna-te real na minha vida, dá-te corpo... E deixa-me louca de raiva porque nunca fazes o que te peço, e até quando peço que me deixes e nunca mais voltes, nem nesses momentos deixas de ser o que és, TEIMOSO, e não te vais...
E como não fazes o que te peço, peço-te o que não quero, e então peço-te que fiques, à espera que vás... Mas tu adivinhas sempre as minhas intenções... E depois de tanto pedir que fiques a minha vontade molda-se e o meu desejo funde-se com o meu pedido, e então tu vais...
Queria tanto que deixasses de ser teimoso...
segunda-feira, 8 de outubro de 2007
Mais um aninho
Mais uma aventura...
Mais uma vela...
Mais um sorriso...
Mais uma lágrima...
Mais uma confissão...
Mais um ano...
E à medida que o tempo passa sinto-me cada vez mais perto de mim e do que quero ser!
Esta aventura que é a minha vida tem se tornado numa empolgante busca pelo conhecimento de mim própria e dos outros!
E naquele que foi o dia 07/10/07 comemorei com algumas das pessoas que significam imenso para mim o dia em que toda esta minha aventura começou... a chata da Ju nasceu :)
Os que ficaram pelo caminho, talvez um dia se arrependam...
Os que comigo caminham, espero que continuem...
Os que aparecerão, espero que gostem...
E tu, espero que voltes! :)
segunda-feira, 24 de setembro de 2007
Dura praxis sed praxis
Porque é um espírito que só se sente quando se está presente, porque são momentos que nos marcam para a vida (e não falo das nódoas negras, essas passam... lol) e deixam saudade!
Porque por mais que os sapatos apertem os pés e a capa e a pasta façam dores nas costas, estarei lá porque sinto que pertenço a algo maior que eu...
Agora um aviso para os caloiros... se me virem fujam, tenham medo, muito medo, porque eu sou má como as cobras...
A praxe é uma aventura que vale, definitivamente, a pena!!!
segunda-feira, 2 de julho de 2007
A vida é uma corrida
Corria, no meio de uma floresta de árvores apodrecidas por aquela noite perpétua que se tinha abatido sobre todas as criaturas. Corria sem saber para onde, ou do que fugia, simplesmente corria, como se os seus membros inferiores estivessem sobre um feitiço que os obrigava a isso. Nunca antes correram tanto e não se sentia cansada, corria como se fosse a razão porque tinha nascido, o seu pensamento concentrava-se na corrida, em correr, nem reparava na paisagem negra e decadente que a envolvia, ou na sua sombra que diminuía à medida que a luz se tornava em trevas que ameaçavam envolver tudo à sua volta, a única coisa que sentia era o pisar dos seus pés no solo, o calcar e o estalar do esqueleto das poucas folhas que caíam daquelas árvores raquíticas que serviam de fundo à sua corrida.Aquela corrida começada à tanto tempo significava para ela tanto que nem sabia ao certo o quê. Começou sem motivo aparente, sem razão, sem escolha, simplesmente começou, e tornou-se a sua vida.
Pouco se lembrava da sua vida antes de ter iniciado aquela corrida, mas do pouco que surgia na sua caixa de recordações, sabia que tinha de correr, não para fugir, porque fora feliz, mas porque sim, porque tinha de correr... Não conseguía explicar, passara a sua vida a procurar explicação, sentido, razão, para tudo o que acontecia, e nunca encontrou, mas o sentido estava ali, dentro dela, no que sentia, no que queria, e isso bastava-lhe, mesmo que não conseguísse tornar a explicação em palavras, imagens, ou símbolos, compreensíveis ao seu cérebro humano que a restringia, sentia as razões dentro de si, e aprendeu a ter esses sentimentos como justificação suficiente. E então começou a correr!
Por vezes cansava-se, quando um ramo mais baixo de uma daquelas árvores retorcidas lhe prendia o vestido e lhe travava por momentos o ritmo da corrida. Aquele vestido azul que escolhera por significar tanto para ela havia perdido a sua cor original, exibindo agora um tom cinzento-chuva que ao fim de contas se enquadrava melhor naquele ambiente por onde corria...
Porque corria ali? Porque a paisagem não importa, na sua cabeça corria no meio de um prado onde as folhas moribundas que cobriam o chão davam lugar a verdejantes pastagens, onde o piar sinistro dos corvos se transformava numa melodiosa canção de uma cotovia, onde a ausência de cor era substituída por uma extensão de flores silvestres, amarelas, brancas, cor-de-rosa, e da sua cor mágica, o azul, naquela tonalidade clara que a acalmava e a fazia sentir-se mais ela própria.
Sabia que um dia a sua corrida ia terminar, mas não era esse o motivo porque corria, não era a certeza de que por fim terminaria a corrida que a fazia correr, a corrida em si era o que mais felicidade lhe dava... Não queria saber se estava no caminho certo, se tomava um atalho, se se perdia, se andava em círculos, nada disso a demovia, nada disso a travava ou fazia diminuir a sua passada firme e decidida. Mas era assolada por uma felicidade imensa quando surgia uma bifurcação, a maioria das pessoas tremia perante uma decisão importante, pesava as consequências, todos os prós e os contras, ficavam presos no impasse, na indecisão, no medo, mas ela não temia a escolha, não temia errar, sabia que o medo era o maior erro e corria por um dos caminhos inundada na felicidade que as escolhas lhe davam, a felicidade de ter livre arbítrio, de saber que só se influenciava pelo que queria, que só a magoava quem ela deixava que entrasse na sua corrida, era ela que escolhia, e que maior felicidade pode existir do que saber que somos livres?
A sua corrida cruzara-se com tantas outras, muitas vezes correu com outras criaturas, com outros seres, com outros meio-humanos como ela. Meio-humano? Sim, porque desde que começara a correr, sentia que nas suas veias circulava a essência dos que são transcendentais, daqueles que se elevam, daqueles que se tornaram em mais do que eles próprios. Surpreendeu-se com a quantidade de meios-humanos, na verdade nunca acreditou que um dia se tornaria num deles, e isso rasgava-lhe o sorrido e enchia-lhe os olhos de um brilho cristalino e transparente, e era nesse momentos que quem a olhasse veria a sua alma, a beleza dos seus pensamentos e sentiria as razões da sua corrida, e mesmo sem as perceber, ao as sentir, aceitaria, tal como ela as aceitava, que era razões mais que validas para correr. E muitos começaram a correr quando a viam passar...
Alegrava-se por arrastar com ela, por poucas que fossem, aquelas criaturas que finalmente abriam os olhos e viam que podiam ser felizes mesmo correndo sobre espinheiros e urtigas...
Um dia cruzou-se com alguém que andava a passo, e sentiu um impulso para adequar a sua corrida ao ritmo daquele estranho ser que num segundo a deixou fascinada. E percebeu que a sua corrida tinha chegado ao fim, que finalmente percebeu que seria no fim da corrida que aquele sentimento se tornaria atingível para o seu córtex cerebral e se tornaria numa associação de palavras passível de se traduzir em qualquer língua... Correu porque tinha de correr, correu porque não teria sido feliz se tivesse parado, porque se tivesse parado já tinha encontrado aquele ser com os olhos brilhantes, de rosto pálido e de uma beleza inatingível, e já teria caminhado com ele até à sua meta, até ao seu fim. Percebeu que caminhar, correr, é o melhor que existe naquela floresta que lhe inundou a alma, que mesmo quando a luz de desvaneceu, os seus pés continuaram a sentir o caminho, mesmo quando caminhava sozinha sabia que mais à frente encontraria alguém, e essas certezas, as certezas da imprevisibilidade e da possibilidade de escolha foram tudo o que realmente teve de seu, mas foi o suficiente para que se iluminasse em felicidade e fosse candeia para os perdidos das corridas tal como ela foi. E então deixou a sua corrida abrandar, acompanhada do ser que a fascinou deixou-se envolver nos seus braços e beijando-o fechou os olhos e não os voltou a abrir.
quarta-feira, 20 de junho de 2007
Uma aventura na cozinha
Nunca gostei muito de cozinhar, sempre fui um bocadinho preguiçosa e se os outros cozinhassem menos trabalho para mim, por isso, tanto melhor! Mas descobri que cozinhar pode dar um prazer tão grande como comer... Então quando vemos o rosto das outras pessoas deliciadas com os nossos cozinhados, enchemo-nos de orgulho e ficamos com ainda mais vontade de cozinhar!
Decidi experimentar coisas novas, a minha Mariazinha, minha querida colega de casa, que é maravilhosa e de quem eu gosto muito, aderiu à minha ideia sem pestanejar e não se importou nada de ser minha cobaia. Só o facto de ter quem acredite que somos capaz ajuda imenso, por isso muito do mérito de as nossas refeições serem maravilhosas é dela...
Convidamos uma amiga para jantar cá em casa esta semana e partilhar connosco as nossas experiências culinárias... Fiz mousse caseira, salada russa com maionese caseira, mas a nossa última refeição foi mesmo a melhor! Começamos com uma sopinha de couguettes que ficou de se chorar por mais, seguiram-se umas beringelas recheadas com atum que estavam divinais e terminamos com um bolo de banana acompanhado por uma bola de gelado de baunilha e coberta por caramelo caseiro.
Eu e a minha Mariazinha sempre pensamos abrir um negócio clandestino na cave... lol (brincadeirinha) pensamos em abrir uma cave de estudo, mas depois achamos que ficava melhor no terraço, um Terraço de Estudo com sons do piriquito a cantar, os pássaros nas arvores, tudo muito relaxante... E então, visto que andamos numa de cozinha descobrimos o negócio ideal para a cave, um Restaurante... Visto que as dimensões são um bocado reduzidas para restaurante informo que refeições cá só com reserva... Estão abertas aqui as inscrições!!! ;)
Só para terminar, não digam nada à minha mãe... Mas eu ADORO cozinhar!!!
domingo, 17 de junho de 2007
A máscara do tempo
Espero que gostem ;)
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Chegou. Mais um daqueles dias em que as coisas parecem fazer sentido mesmo quando terrivelmente arrasadores da felicidade!
É nestes dias em que as horas parecem chegar com mais dificuldade. Onde a saudade flúi exponencialmente...
De repente alguém se aproxima e começamos a pensar se a máscara se descaiu e mostramos o nosso verdadeiro estado de alma.
Por vezes dá vontade de o fazer, de finalmente sermos um ser sem falsidade. Mas será que não seremos falsos de qualquer das maneiras. Ao mostrar-nos não estaremos a tentar ser diferentes, e ao tentarmos ser diferentes não estaremos a tentar chamar a atenção?
E então aquelas perguntas sem resposta surgem numa catadupa de emoções e pensamentos que há muito não voltavam. Porquê a mim? A culpa é minha? Etc...
Será que algum dia terão resposta? (mais uma pergunta)
E então o dia acaba, mais um se aproxima. A noite cobre, muitas vezes esconde até os sonhos, aqueles que teimam em não desaparecer e atormentam o dia seguinte. Mas será que devemos ignorar esses sonhos quando são o que de mais profundo podemos desejar, só porque nos dizem (e também sentimos) que nunca se irão realizar?
E então a decisão é não pensar mais, os pensamentos trazem sentimentos, e estes mais pensamentos. Já chega de bolas de neve no Inverno!
E já chega de Inverno no meu peito...
quinta-feira, 14 de junho de 2007
Leva-me para o lar
Começa assim uma manhã de estágio a não esquecer... Com uma senhora de 95 anos que não se segurava em pé mas que me pedia a bengala... Que não comia nem metade da comida que eu com tanto custo lhe tentava dar, e que me insultava por não lhe dar bolachas...
- No lar dão-me bolachas... Leva-me p'ro lar!
É estranho, pensei eu naquelas palavras, normalmente as pessoas têm uma imagem pouco carinhosa dos lares, imaginando-os lugares onde se "despejam" os não activos, os anosos da nossa sociedade, aqueles cujas famílias não têm "tempo" para estar com e cuidar de.
- Então a Sra quer ir p'ro lar? Não é bem tratada aqui?
- A irmã B. está à minha espera com o feijão verde, vai arrefecer... E lá ela da-me duas bacias, uma para as cascas, e outra as {palavra que não compreendi}! Mas vai buscar-me a bengala da M. que eu quero ir lá abaixo...
E foi então que eu compreendi que era para aquilo que todos caminhamos, para um discurso incompreensível, onde o presente e o passado se misturam na continuação da mesma frase e o nosso cérebro é incapaz de distinguir o agora e o aqui do antes e do lá.
A verdade é só uma, as coisas que nos marcam são as que ficam, por mais incoerente que o nosso discurso possa ser. E o lar, que para aquela senhora era a sua verdadeira casa, o sítio onde conhecia de cor todos os que lhe davam bolachas, ou o feijão verde, ou as bacias, ou as mantas pretas que tantas vezes me pediu dizendo que eram as mais quentinhas... E o lar, o nosso "lar" são também as pessoas que nos marcam o passado e nos tornam o presente numa saudade eterna mesmo que estando afastados apenas por curto tempo... Mas o que será para aquela senhora o tempo, não o verá certamente como eu, e acredito que aquela estadia de alguns dias longe do seu "lar" é tão dolorosa como a minha longe do meu... Que é o meu passado, aquele que me tornou na que fui, na que talvez ainda seja, na que não sei se serei... E por isso esta é a minha vez...





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